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Este é o nosso Presidente? E corre o risco de ficar mais 4 anos nesta baixaria?

Posted by tunico em setembro 11, 2006

O desafio de viajar com Lula
Livro revela um chefe impaciente, que abusa de palavrões

Gabriel Manzano Filho

Numa tarde de calor infernal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava todo suado, abraçando e beijando admiradores em uma cidadezinha da Bahia, e pediu uma toalha, com urgência.
O segurança ouviu e saiu meio desajeitado, lento – e Lula, irritado com o calor e com ele, comentou: ‘Olha o bundão, lá vai o bundão pegar a minha toalha.’ À sua volta, ninguém estranhou. O governo mal começava, mas o descaso com as boas maneiras já era rotina no Planalto.
Broncas com diplomatas, do tipo ‘pô, você acha que eu sou babaca de ler tudo isso?’, ou com auxiliares num palanque – ‘Cadê as cartilhas, porra! Como não trouxe as cartilhas, seu incompetente!’ – sinalizavam o novo ritual do governo.
Esses episódios, e outros bem mais pesados, sucedem-se, aos montes, nas 272 páginas de Viagens com o Presidente, dos jornalistas Leonencio Nossa, do Estado, e Eduardo Scolese, da Folha de S. Paulo, que acaba de ser lançado pela Editora Record. É um relato dos melhores (ou piores?) momentos das 423 viagens de Lula desde sua posse, em janeiro de 2003, até abril passado, 91 das quais para o exterior.
Não é uma análise política nem revela furos imperdíveis.
Seu forte é a banalidade do dia-adia – as conversinhas no avião ou nos jantares, depois do terceiro uísque, a enxurrada de palavrões para todo lado, a impaciência do presidente com ajudantes, com outros líderes, com fazendeiros, com a moça do café. Relatados por Nossa e Scolese, esses episódios mostram como funciona, longe dos eleitores, o seu presidente.
Lula, resumem eles, ‘não é dessas pessoas com chance de morrer de enfarte por engolir sapos’.
Por exemplo, numa festa na embaixada em Tóquio, em 2005: ‘Tem horas, meus caros, que eu tenho vontade de mandar o Kirchner para a p.q.p.’ E mais tarde: ‘A verdade é que nós temos de ter saco para agüentar a Argentina (…), ter muito saco.’ Ou então, sobre o Chile: ‘O Chile é uma merda, uma piada. Eles fazem os acordos lá deles com os americanos.
Querem mais é que a gente se f… por aqui. Eles estão c…. para nós.’ O livro traz também amenidades – os ciúmes de Marisa, que não quer ajudantes bonitonas por perto, os apelidos que a segurança dá ao presidente (Eclipse, Saturno), as broncas contra o Sucatão. E até uma brincadeira dele, na janela do Hotel Glória, no Rio.
Foi quando um grupo criticava, na rua, o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu. ‘Ei, José Dirceu / Devolve o dinheiro aí / O dinheiro não é seu.’ O presidente gostou e saiu pelo quarto repetindo o refrão, ‘com os dedos indicadores para o alto, como se estivesse num baile de carnaval’.

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A Turma do Lula(ótima)

 http://www.youtube.com/watch?v=K3v9w2lwzWI

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