Blog do Tunico

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Archive for fevereiro \28\UTC 2007

Rápidas observações do cotidiano brasileiro

Posted by tunico em fevereiro 28, 2007

  • Desde que o pão francês de 50 g. passou a ser vendido a quilo, dificilmente achei nas padarias pão com esse peso.Só maior.Hoje comprei 4 pães, cada um com pelo menos 65 g. Antes, quando se comprava por unidade, o pão sempre vinha com menos peso que 50 g. Se os padeiros ganhavam no peso antes , continuam ganhando hoje, pois ninguém compra pão francês por peso e sim, por unidade.E eles pesam o saquinho junto.Se pelo menos o saquinho fosse comestível…
  • Por várias oportunidades, no final da tarde, flagrei amarelinhos do CET na Av. Henrique Schaumann x Av. Sumaré, escondidos atrás de árvores, literalmente na moita, multando a não mais poder. Da próxima vez vou fotografar e mandar pra todo mundo.Quero ver se o Kassab chama estes amarelinhos de vagabundos…
  • Tenho assistido a muitos debates sobre diversos temas no Globo News. Todos os convidados para o debate que defendem o governo lulo-petista, apresentam duas características em comum: a) são barbudinhos; b) sempre encontram uma forma de encaixar os termos “nunca antes nesse país” ou “nunca visto nos últimos 15 anos”. É. Fidel e Goebbels são mesmo seus ídolos.
  • Vi no Globo News Painel um debate sobre violência entre o ex-Secretário Nacional da Segurança Pública, o antropólogo Roberto da Matta e um sociólogo uspiano-petista. O primeiro dá soluções de urgência para combater a violência como aumento da repressão, punições mais fortes além das soluções a médio e longo prazo, de educação, melhoria do sistema prisional, etc e tal.O segundo põe o dedo na ferida que é a impunidade que grassa no país, partindo lá de cima, do governo e dos políticos, e como antropólogo,crava: 5% dos animais, inclusive a espécie humana é deformada,sociopata e deve ser alijada da sociedade quando comete atos bárbaros contra seus semelhantes. O terceiro diz que a culpa é da sociedade e dos governos anteriores ao de Lula que nada fizeram para evitar a violência crescente. Quem é o falso entre estes 3?
  • Em outro programa, o Ministro da Reforma Agrária responde a Alexandre Garcia que nunca antes neste país se assentou tantos sem-terra como agora.Mentira. 80% dos assentamentos foram feitos no governo FHC. Alexandre o lembrou disso.Ao que o petista cara de pau disse que tais assentamentos foram malfeitos e o governo Lula teve que corrigir.Quando Alexandre Garcia perguntou o que ele achava do fato do MST não existir oficialmente e portanto ser inimputável perante a lei, na maior desfaçatez respondeu que o MST é um movimento de fato e deve ser respeitado e ouvido pelo governo. Onde está o Direito?
  • Um barbudinho chamado Erasto Fortes da UNB em outro programa, diz à repórter Claudia Bontempo que nunca se fez tanto pela educação neste país como agora.
  • O melhor mesmo foi ver na TV Senado senadores da oposição como Artur Virgílio, ACM e Tarso Jereissatti defendendo o Presidente do Banco Central do governo do pacau enquanto o arrogante Mercadante o atacava. Surrealíssimo!

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3- Alguns indicadores de que o projeto de poder do lulo-petismo socialista e populista está em pleno andamento e pode resultar num golpe branco.

Posted by tunico em fevereiro 7, 2007

Carlos Hernán Tercero em seu site http://www.polestrare.com.br lista 31 itens que ele chama de “indicadores de golpe”.
Comenta ainda o seguinte:
“O emprego de indicadores pode auxiliar a análise do comportamento de um determinado sistema. Um exemplo popular é o dito “onde há fumaça, há fogo”. A fumaça é o indicador da existência de fogo. Mesmo sem vê-lo, quando detectamos fumaça, começamos a procurar o fogo. Indicadores também podem nos ajudar a entender melhor os governos. Eles podem contribuir para a eficácia da análise política que quase todos efetuamos mentalmente no que se refere aos atos divulgados pela imprensa relativos aos diversos governos desse planeta. Esse pequeno texto evidencia os indicadores prospectivos que revelam a possibilidade de que os que detêm o poder tenham intenções futuras de guinadas radicais em direção à esquerda. Gramsci, lá onde está, provavelmente concorda comigo. Caso qualquer governo adote políticas de governo similares às citadas nesse trabalho, não se pode afastar a hipótese de que esteja planejando regime de exceção.”
Os itens seriam os seguintes(em azul itálico, as minhas constatações no caso do governo Lula)

<!–[if !supportEmptyParas]–>1) <!–[endif]–>Implementarem medidas que contribuam para aumentar o desemprego e reduzir o salário.
Isso pode ser traduzido em: quaisquer medidas que desfavoreçam o crescimento econômico. Sendo o aumento da população constante, crescimento nulo ou inferior à taxa demográfica ocasiona desemprego e redução de salário pelo aumento do número dos que aceitam qualquer ocupação como forma de sobreviverem em cenário de emprego escasso. Isso tende a causar forte descontentamento popular, que é imprescindível a quaisquer alterações de ordem política. Medidas econômicas acertadas satisfazem a população que, desse modo, não se interessa por atos de exceção política. Enquanto houver esperança não haverá revolução. Quanto pior, melhor…
O salário médio se reduziu em termos reais nos últimos 4 anos, a carga tributária aumentou, anulando os eventuais ganhos de renda da classe média, o crescimento médio foi ínfimo por falta de reformas fundamentais.
2) Adotarem desculpas populistas para os problemas causados por essas medidas (para salvarem a face do governo).
A adoção de medidas sabidamente inadequadas tem que ser acompanhada de explicações que, se ilógicas para os cultos, sejam de rápida aceitação popular por corresponderem ao linguajar do povo e ao que gostariam que fosse verdade.
Têrmos como
“herança maldita”, “a culpa é das elites retrógradas” foram utilizados de forma exaustiva para justificar os problemas.
3) Agirem conservadoramente, mas garantirem o insucesso dessas ações.
Os que intentam o golpe devem agir cautelosamente enquanto criam as condições para o seu sucesso. Assim, o conservadorismo em algumas ações é indispensável para afastarem suspeitas. Porém, como não é isso o que buscam, devem ser conservadores apenas nas iniciativas que sabem de antemão que não poderão obter sucesso. Futuramente, esse insucesso será utilizado como argumento a favor das transformações a serem adotadas. Vocês viram que tentamos de tudo, mas…
O arrocho fiscal, o aumento da carga tributária são medidas conservadoras mas sem reformas de base, com política de juros altíssimos e aumento de gastos públicos, garante-se a mesmice econômica.
4) Criarem um bode expiatório a quem se possa culpar pelos problemas agravados pelo próprio governo.
É necessário criar um inimigo comum responsável por todos os problemas. Na Alemanha de Hitler, esses foram os judeus. Para as esquerdas radicais, o capitalismo.
No caso do governo Lula, a culpa foi dos governos dos últimos 10 anos(leia-se FHC), das elites que dominam o país desde Cabral.
5) 2+2 não somarem 4, em diversas áreas.
Nenhum empreendimento desse nível pode ser totalmente escamoteado. Por vezes, algumas medidas transpiram e têm que serem explicadas, de forma a não atraírem quaisquer suspeitas. É quando começam a surgir explicações que não fazem sentido ou que parecem pouco ter com o que deveriam. Elas são, todavia, bem aceitas pela maioria simplória. Para os mais eruditos, dois mais dois parecem nunca dar quatro.
O PAC é um exemplo atual. Tem tudo para não dar certo, não fecha as contas e joga a responsabilidade para a iniciativa privada que se não aderir, será a culpada. ”O Estado fez sua parte. As elites, não.” , será o mote mais à frente.
6) Buscarem apoio político internacional em áreas afins.
Tendo aprendido por meio da História a prever o posicionamento dos lideres mundiais ante atos de exceção, os golpistas buscam estreitar os relacionamentos com governos de orientação política similar e redesenhar as alianças entre Estados, preparando o combate à oposição e às retaliações que sabem terão que enfrentar.
A aproximação com Hugo Chavez , é um exemplo típico. O reconhecimento da China como economia de mercado é outro .
7) Adotarem política comercial que fortaleça alianças regionais em oposição às lideranças mundiais.
Sabedores das restrições comerciais a que podem ser submetidos os governos de exceção, os golpistas buscam intensificar os laços comerciais com os países fronteiriços que apresentam maior possibilidade de serem mantidos mesmo em situações adversas (nem que seja por meio de contrabando). É importante calcularem a magnitude e a receptividade das alterações de ordem comercial que terão que ser implementadas posteriormente.

Vejam o atual Mercosul de Lula, Morales, Hugo Chavez, as viagens de Lula a países totalitários da África, Ásia e Oriente Médio.
8 ) Incentivarem políticas de auto-suficiência nacional para o caso de terem que enfrentar oposição internacional prolongada.
A substituição de importações deverá ser planejada e favorecida.

A política do bio-diesel,do H-Bio,o incentivo ao álcool combustível cuja distribuição é controlada pela Petrobrás, a tão proclamada “auto-suficiência da Petrobrás, o investimento agora urgente de verbas governamentais em construção de usinas hidrelétricas passando por cima de restrições ambientais,etc.Sem contar que o Brasil é auto-suficiente em alimentos e possui indústria diversificada e forte (herança dos governos anteriores) que pode muito bem ser estatizada e servir aos propósitos do Estado.
9) Diversificarem as fontes do abastecimento nacional.
Deverão ser estabelecidos laços comerciais com o maior número possível de países para aumentarem as possibilidades de que não haja escassez de produtos. Esses países deverão ser simpáticos à plataforma política do governo ou independentes de alinhamentos políticos automáticos.
Daí o “lambe-botas à China, de novo a aliança com Chavez , a submissão a Evo Morales para garantir um abastecimento de gás natural…
10) Iniciarem namoro com os interesses e os setores militares, enfatizando seus valores e importância como defensores dos valores constitucionais e outorgando-lhes vantagens de qualquer espécie.
Atos de exceção, que contrariem a Constituição Federal, somente são possíveis com o apoio das Forças Armadas. Assim, golpistas tudo farão para contarem com qualquer tipo de apoio dos militares. Caso não o consigam com as patentes mais elevadas, o tentarão com as mais baixas. Sem apoio militar, atos de exceção somente podem ser bem sucedidos caso se possa armar exército próprio, de preferência mais numeroso do que as forças militares. Tal exército deverá ser capaz de impressionar pelo gigantismo das multidões (podendo sua magnitude ser aumentada com o auxílio da mídia aliada).
Aqui, ainda não conseguiram avanço significativo até pelo arrocho salarial dos militares.Em compensação, vejam o item a seguir
11) Caso não consigam o aliciamento das Forças Armadas, adotarem políticas de extinção gradual de sua capacidade de atuação.
Isso pode ser conseguido pela redução progressiva de sua participação orçamentária e pelo desencadeamento de campanha de degradação da imagem destas Forças como defensoras dos valores democráticos e da liberdade. A redução gradativa dos salários dos integrantes das Forças Armadas deverá ser empregada para desestimular os cidadãos mais capazes de abraçarem a carreira militar.
Não é exatamente isso que está acontecendo com o corte orçamentário das Forças Armadas?
12) Infiltrarem adeptos, por meio de nomeações legais, em todas as áreas de importância militar, política, econômica e social, sendo esses nomeados mais claramente identificados como partidários políticos do que como dotados de reconhecida capacidade no setor.
O golpe bem sucedido é o que nem precisa ser dado. Para isso, é necessário que todos os escalões governamentais (pelo menos os primeiros três ou quatro) estejam todos ocupados por correligionários. Assim, muitas nomeações políticas devem ser implementadas antes que atitudes mais reveladoras das reais intenções sejam adotadas.

Aqui está o fato mais evidente dos petistas. O aparelhamento da burocracia estatal, da Petrobrás, da Eletrobrás,da Polícia Federal, da Abin, etc.
13) Apoiarem, deixarem de reprimir ou dificultarem a repressão a grupos de pressão (legais e ilegais) afins com sua agenda política secreta.
Em fase pré-golpe, serão alardeadas medidas (e amplamente divulgadas) contra os atos ilegais dos grupos de pressão para, logo em seguida, serem convenientemente esquecidas. Às condenações públicas suaves desses grupos deverão seguir-se atos a eles simpáticos, de modo a estimular-se a continuidade de suas ações.
A leniência com as invasões do MST,com greves da CUT em ocasiões especiais, greves no funcionalismo público em setores estratégicos, a invasão e quebra-quebra no Congresso, sem punição aos responsáveis.
14) Criarem símbolos, músicas, jargões, bandeiras e ícones identificadores de partidarismo.
Todos se recordam do cumprimento nazista, da cruz suástica, da Marselhesa, ou de cores e símbolos usados para criarem elos afetivos e identificadores entre os membros do mesmo grupo revolucionário.
Vários exemplos:”Brasil, um país de todos” em verde,amarelo,azul,branco e…vermelho!; Estrela petista nos jardins,na barriga da primeira-dama, na lapela,placas enormes de obras espalhadas por todo o país, principalmente nos cafundós “ESTA É UMA OBRA DO GOVERNO FEDERAL”sem que existam as obras, etc.
15) Buscarem o domínio da imprensa falada, escrita e televisada, por quaisquer meios, inclusive a facilitação da autorização de concessões de novos canais de meios comunicação.
O papel da mídia tornou-se importante a ponto de não mais ser possível controlar grupos tão numerosos quanto a população de um país sem o seu apoio. Os golpistas devem exercer controle sobre os principais canais da mídia. Caso não o exerçam, deverão infiltrar elementos em pontos importantes dessas empresas para garantirem que contem com o apoio necessário. Para conseguirem alianças, deverá ser utilizada a capacidade do governo de exercer influência no socorro financeiro a empresas em dificuldades e outros expedientes, tais como concessões de canais a correligionários políticos em locais onde não se consiga exercer o controle desejado.
Lembram-se do Conselho Federal de Jornalismo?Da Ancinav? E mais recentemente do projeto de implantação da Rádio Popular, da TV Popular?O gasto maciço em propaganda oficial na Isto É, Carta Capital, Rede Bandeirantes que passaram a só falar bem do governo?
16) Ignorarem fatos de extrema gravidade caso possam comprometer a sua agenda secreta.
Denúncias de crimes ou ilícitos que, todavia, possam contribuir de alguma forma com a agenda futura, ou que a possam revelar, deverão ser ignorados, se possível, na medida em que isso possa ser administrado sem que fique por demais visível. Quando não for possível ignorá-los, deverá ser desencadeada forte repressão temporária ao fato que assegure a todos exatamente o oposto do que se pretende. Mas, a porta não deverá ser fechada totalmente, já que, se pretende retornar a ela em futuro próximo.
“Eu não sabia de nada!” , “fui traído!”, a ação de Ministros em dificultar a apuração de denúncias dos escândalosdos Correios, do Mensalão, dos Sanguessugas embora Lula tenha determinado apuração imediata doa a quem doer…

17) Adotarem medidas populares irresponsáveis e oferecerem vantagens à população desassistida, não para solucionar seus problemas, mas sim visando buscar seu aval a quaisquer aventuras, valendo-se de sua ignorância política e de seus interesses imediatos.
A agenda política de um pré-golpe tem que ser totalmente alinhada com aquilo que a população desassistida identifica como sendo “o que deveria ser feito” (que, quase nunca, coincide com a medida correta que solucionaria o problema – geralmente em longo prazo). A alocação de verbas a fundo perdido em ações populistas angariará forte apoio popular enquanto contribuindo para o primeiro dos indicadores citados.
Aqui entra o Fome Zero, o Bolsa-Família…
18) Efetuarem acordo com o crime organizado nacional e internacional, que é capaz de manter importantes ligações com políticos, empresários, juizes, militares, religiosos etc., visando controlá-los secretamente por via indireta e irrestrita.
O poder do crime organizado no que se refere às ações ilegais não deve ser negligenciado em ações golpistas. O controle por eles exercido em diversas áreas pode ser de valia. Os golpistas não devem encetar programas eficazes de combate ao crime organizado, apenas parecer que o fazem.

(PCC? As denúncias de ligação com bicheiros? O caso Celso Daniel entra aí? As misteriosas mortes de 7 testemunhas?As FARC?O general comandante das forças brasileiras no Haiti suicidou mesmo?)
19) Efetuarem testes periódicos, por meio de medidas de força (sem comprometimento) para avaliarem o nível de apoio político no seio da população e detectarem fontes de reação que possam existir no seio da sociedade.
Os golpistas devem testar a reação das massas periodicamente, agindo de forma deliberada, porém alegando a não intencionalidade de tais ações (de outra forma revelar-se-iam). A intensidade das explicações deverá ser proporcional à intensidade da reação que elas acarretarem no seio da sociedade organizada.
(Referendo do desarmamento, criação do CFJ, expulsão do jornalista americano)

20) Nivelarem por baixo, visando uma inversão de valores e obterem maior apoio nas camadas majoritárias da população.
A nomeação de pessoas despreparadas para os cargos que ocuparão tem o poder de criar vínculo cuja manutenção passa a ser imprescindível à continuidade da benesse recebida. Assim, essas pessoas tenderão a aceitar qualquer coisa oriunda do governo. Isso também aumenta o descrédito nas pessoas mais preparadas, justamente os que poderiam denunciar o planejamento do golpe. Essas ações contribuem também para “provar” que os seres humanos são todos iguais.
De novo o aparelhamento desenfreado e a distribuição de cargos a aliados sem verificar as competências. A conivência com o emprego de parentes em cargos de assessoria.
21) Enfraquecerem o poder judiciário.
A adoção de medidas que favoreçam mudanças radicais encontra no poder judiciário um inimigo capaz de dificultar os avanços sobremaneira. É de todo conveniente que seja esse poder intimidado de alguma forma para que se torne mais fácil a proposição de novo modus vivendi entre os poderes que não impeça os propósitos dos golpistas. Deverão ser nomeados juízes simpáticos às causas revolucionárias.

Lembram-se de Nelson Jobim?De alguns ministros nomeados para o STF simpáticos ao lulo-petismo? Das críticas de Lula sobre a lentidão do Judiciário?
22) Criarem uma rede de informações políticas e patrulhamento ideológico.
Sem informações pouco se pode fazer, muito se pode surpreender e tudo se pode perder. É imprescindível que sejam infiltrados elementos em todas as organizações de importância, para o que deverá ser usada a poderosa influência do governo. Deverão ser conhecidos os que poderão exercer resistência às mudanças a serem implementadas. Apenas um lado da questão deverá ser sempre apoiado. O outro lado (o que não lhes interessa) deverá ser sempre deixado de lado, desmentido ou neutralizado. O emprego de meias verdades será adotado ad extremis, principalmente nos bancos escolares.
Isso o PT sabe fazer muito bem, antes mesmo de ser governo.Patrulhamento é com eles mesmo. Estamos sofrendo isso na blogosfera, as ações judiciais contra jornalistas independentes e oposicionistas,os ataques à Veja, as ameaças contra Regina Duarte que se acovardou de medo, taxar de “elites burguesas” somente aqueles que se opõem ao governo, as tentativas de desqualificação dos que tentam o contraditório. Nas escolas públicas, há muito tempo as meias verdades são ditas aos alunos por professores ligados à ideologia socialista.

23) Buscarem, inclusive por meios ilícitos, desvanecer da área política as lideranças consideradas como potencialmente hostis.
Os políticos sabidamente plantados em posições opostas deverão ser neutralizados por quaisquer meios. Preferencialmente, por meio de escândalos (ainda que forjados) tão ao gosto popular e da mídia. Caso não se disponha de líderes políticos, quem encabeçará a reação? Qual a alternativa a ser oferecida ao povo?

Casos recentes: ação do MP contra Raul Jungmann, a tentativa do dossiê Vedoin x Serra. Outros casos: a tentativa de envolvimento de Geraldo Alckmin no escândalo das ambulâncias, a tentativa de culpar Roberto Jefferson pelo escândalo dos Correios que resultou na revelação do mensalão.

24)Enfraquecerem, por divisão de interesses, os setores organizados da sociedade capazes de oferecerem oposição.
Nada mais fácil do que dividir intelectuais. O emprego do poder para fazê-lo não é difícil. Basta, ora apoiar um grupo e suas idéias, ora apoiar outro de idéias diversas e semear a discórdia entre eles.

Foi exatamente o que aconteceu no episódio da eleição da Câmara e do Senado. Elementos do governo nos bastidores ofereceram cargos e benesses a parlamentares inclusive das oposições, que pretendiam votar em outro candidato. Lula apoiava Aldo Rebelo enquanto que seu partido lança candidato próprio com apoio do PMDB. Vocês acham que ele não sabia da manobra?

25) Enfatizarem a comunicação com os setores mais ignorantes e numerosos da sociedade, por meio de propaganda populista com largo emprego de falácias.
O uso de falácias é extremamente eficaz junto aos mais humildes incapazes de detectá-las ou sequer desconfiar que elas existem. Junto a essas camadas da população, são os que tentam revelar essa hipocrisia do governo os que mais perdem. O emprego de falácias, todavia, depende da cooperação de caricaturistas e críticos populares da imprensa capazes de denunciá-las à população ignara que, em geral, compreende caricaturas e críticas bem efetu
adas.

“Nunca antes neste país…” “Eu me considero o pai dos pobres…” “Há 500 anos que as elites roubam o povo…” “O Fome Zero é o maior programa contra a fome do Universo…” “Vamos destravar o Brasil” etc e tal…

26)Apresentarem planejamento de longo prazo incoerente com suas conhecidas plataformas políticas.
Afinal, o longo prazo talvez não seja tão longo assim…Isso explicaria essa incoerência e dois mais dois seriam quatro.

O PAC é um exemplo de planejamento de longo prazo incoerente com o socialismo.

27)Formarem exército popular, organizá-lo a nível nacional e testarem sua capacidade de coordenar ações.
Quando as forças armadas não puderem ser totalmente cooptadas, é importante contar-se com exército em quem se possa confiar irrestritamente. Esse exército deve ser mantido mobilizado todo o tempo, de forma que sua atuação já seja uma realidade. Para tal deverá propugnar causa justa, de forma a que essa mobilização não cause alarme junto à população. Apenas seus objetivos poderão ser alterados oportunamente.

(aqui entram os integrantes do MST, dos movimentos dos “sem-teto”, que recebem verbas governamentais, apoio às ONG´s dos “cumpanhero”,etc.)

<!–[if !supportEmptyParas]–>28) Adotarem políticas que favoreçam a possibilidade de obtenção de apoio logístico externo para esse exército, na eventualidade disso ser necessário.
Será preciso criar rede logística capaz de assegurar ao exército popular a continuidade de sua atuação quando ela for necessária. Assim, o governo deverá manter contato secreto com elementos estrangeiros que provarem serem capazes de prover o apoio que necessitam. Tais contatos poderão gerar medidas inaceitáveis que sugiram que 2+2=1000.

A ligação escusa com o Foro de São Paulo e seu braço armado o BRPP(Blco Recional de Poder Popular), o MST tentando declarar uma área no RS como território livre, a desenvoltura do pessoal das FARC em festinhas com autoridades em Brasília

<!–[if !supportEmptyParas]–>29) Lançarem mão de elementos do próprio governo, insuspeitáveis, para sugerirem a inadequabilidade das ações governamentais conservadoras e a busca de novos caminhos revolucionários, enquanto negando a legitimidade dessas sugestões.
Isso manterá nas mentes da população a idéia de que o caminho que deve ser seguido pelo governo é o de afastar-se do conservadorismo. O governo não pode afastar-se dele enquanto prepara o caminho da revolução, mas teme que sua atuação possa fazer com que o povo acabe pensando que ela é correta por ser por ele adotada. Contribui para que o governo utilize posteriormente essas criticas como se fosse um farol que passe a guiar suas ações. Não se pode correr o risco implícito no abandono temporário da agenda política real. É necessário manter-se viva a idéia da ação revolucionária.

Assistimos diariamente declarações do Tarso Genro,  do Mantega, da Ideli Salvatti, de líderes políticos da base aliada sobre isso. Exemplar é a declaração do Marco Aurélio Garcia ao La Nación em Buenos Aires em 2002 onde textualmente declara: “Temos que dar a impressão de que somos democratas.Inicialmente temos que  aceitar certas coisas,porém isso não durará muito”

30) Instigarem valores xenofóbicos.
O fechamento produzido por uma revolução de cunho esquerdista radical implica em valorizar o que é nosso em detrimento do que vem de fora, já que não disporemos desses recursos de qualquer forma após o desencadeamento das ações. O ranço contra os estrangeiros (os encarados como inimigos potenciais) deve ser criado, se não existir, e mantido vivo até o momento necessário.

(as campanhas “Brasil um País de Todos”, “O melhor do Brasil é o brasileiro”, a política de cotas para universidades acirrando o racismo, na velha máxima de “dividir para governar” por exemplo)

<!–[if !supportEmptyParas]–> 31)Desarmarem a população.
Não se pode admitir que haja qualquer tipo de reação ao golpe. Sem armas, as classes representativas da Nação nada poderão fazer. Devem-se também conhecer os que as possuem e onde moram. Pela gravidade do significado dessa assertiva é que a Carta Magna dos EEUU garante aos seus cidadãos o inalienável direito de portarem armas para sua própria defesa, bem como para dificultarem, pela possibilidade de formação de milícias, as traições de cunho político.

Tentaram o plebiscito, não deu certo.Mas existe o Estatuto do Desarmamento em vigor

<!–[if !supportEmptyParas]–> <!–[endif]–>No caso de não serem identificadas as presenças desses indicadores em quaisquer governos, as possibilidades de intenção de golpe são provavelmente falsas. É importante mencionar que a sua presença não garante, por si só, a realização dos eventos que prenunciam (os golpes de Estado). Mas sim, que não se pode descartar a possibilidade de que estejam sendo planejados. Esses indicadores são apenas ferramentas de uso prospectivo baseadas na lógica, tanto política como estratégica, que devem estar presentes na avaliação de todos os governos.

Eu ainda acrescentaria o fato do Lula elogiar sempre que tem oportunidade a ditadura de Vargas, os militares do golpe de 1964,  declarar que se pudesse governaria sem o Congresso pois seria mais fácil. A minha visão é que o Brasil ideal de Lula, seu “benchmarking” é a China.

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2-Esquerda x direita no Brasil – A disputa e manutenção do poder

Posted by tunico em fevereiro 7, 2007

Eu prefiro desprezar os rótulos esquerda x direita. Não existe esquerda e direita no Brasil.Aliás, não existe ideologia política e sim, interesses econômicos e de dominação de massas.Politicamente, existem 2 grandes grupos com grupelhos satélites, todos da burguesia ativa, brigando pelo poder. Todos os partidos políticos atuais são originários da abertura política promovida pelos militares da revolução de 1964, militares estes que também eram burgueses.

Exemplificando: o PT não nasceu como representante dos sindicalistas? O que eram e são estes sindicalistas? Nada mais nada menos que uma classe média privilegiada, se comparada aos miseráveis que bem organizada, subiu na vida. O PMDB por sua vez é um aglomerado de políticos oriundos da classe média “média”, que subiu na vida fazendo política de adesismo puro ao poder de plantão em nome da democracia. O PFL é o braço político dos oligarcas, da alta classe média. O PSDB, nascido de uma facção do PMDB, reuniu uma elite de intelectuais, médios empresários e políticos socialistas,  todos também oriundos da classe média, que pretensamente criariam uma social-democracia aos moldes europeus indo de encontro aos interesses das classes médias e das classes menos desfavorecidas, condenando o clientelismo do PMDB. Hoje vemos que o PSDB como oposição está cada vez mais voltando às origens peemedebistas.

TODOS  são elite burguesa.Assim, hoje o PT de Lula está aliado aos oportunistas de sempre para poder governar pela via democrática  a qual pressupõe ter maioria no Congresso para aprovar seus projetos. Porisso assistimos aos mensalões da vida, a distribuição de cargos e benesses políticas. Se alguém da atual oposição estivesse no poder, assistiríamos ao mesmo filme. Mudaria só o protagonista principal. Foi assim no governo FHC. O PMDB, o PL, o PTB , o PP não eram aliados “fiéis” da aliança PSDB e do PFL?

Existe hoje um porém que diferencia os cenários. Os petistas e seus aliados “esquerdistas” têm um DNA que nem a engenharia genética remove. O gosto pelo poder autocrático e pelo feudalismo.É o que poderíamos chamar de “socialistas feudais”. Todos sabem que o PT é um agrupamento de pequenos feudos socialistas que vivem em constante briga pelo controle do partido. Só uma coisa os une. O gosto pelo poder absoluto. É notório que se deixarmos, eles se perpetuarão no poder como seu ídolo, Fidel Castro, como os ditadores chineses, coreanos do Norte e vietnamitas. Lula e uma grande parte de seus companheiros têm uma característica totalitária, autocrática, arrogante e narcisista e pensam serem eles os únicos capazes de resolverem os problemas brasileiros nem que seja na base do “ou vai ou racha”. As esmolas sociais conquistam corações e mentes despreparadas. O dinheiro público compra aliados. O poder da caneta nunca foi tão utilizado a favor de um projeto de poder. As alianças são um meio e não um fim. Lula e o PT já ofereceram várias provas que quando um aliado não contribui para a causa, simplesmente o jogam fora. Exemplos: Roberto Jefferson do PTB e mais recentemente, Aldo Rebelo do PC do B. Heloísa Helena foi expulsa não porque votou contra a orientação do partido mas sim porque estava se sobressaindo demais e fazendo sombra para alguns cardeais do partido o que poderia atrapalhar o projeto gramsciano  de tomada de poder, já que ela preferia um modelo mais radical.
Aqui, faço mais um parêntesis para mostrar a diferença entre o socialismo leninista que não consegue se proliferar no Brasil e o socialismo gramsciano do PT que está se consolidando cada vez mais.

Denis Lerrer Rosenfeld, sociólogo e ex-petista explica:

“A tradição marxista internacional tem, basicamente, dois grandes modelos: a via leninista e a via gramsciana, a primeira também dita oriental e a segunda, ocidental. A via leninista emprega diretamente a violência revolucionária mediante a sublevação popular-partidária, destruindo imediatamente as instituições vigentes, estabelecendo um regime de partido único e abolindo a propriedade privada, o Estado de Direito e a economia de mercado. A estatização dos meios de produção – e da sociedade – se torna o seu objetivo primeiro. Ela surge, basicamente, em países sem nenhuma ou pouca tradição democrática e com pequena experiência da propriedade privada, como a Rússia. A via gramsciana é também dita ocidental por se apropriar das instituições democráticas e por fazer aparentemente o jogo do Estado de Direito, mantendo, num primeiro momento, alguns setores econômicos sob a economia de mercado, embora altamente controlada. Num segundo momento, envereda para a estatização de setores ditos “estratégicos”. Eis por que ela oferece a imagem de ser “democrática” ao utilizar as regras da democracia para abolir precisamente esse regime político.”
O que estamos assistindo hoje é exatamente uma tentativa de tomada de poder absoluto pela via gramsciana, que está dando muito certo na Venezuela. Existem vários indícios da postura petista em fatos que vêm acontecendo desde que Lula perdeu as eleições para Fernando Collor em 1989.
No proximo post , darei as pistas. 

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1-Esquerda x Direita no Brasil de hoje

Posted by tunico em fevereiro 7, 2007

Quando a gente escreve no blog criticando, denunciando e apontando determinada conduta da curriola política que hoje está no poder, é logo patrulhado, rotulado de direitista ou de “tucano” pelos partidários desta curriola, referindo-se ao grupo político que esteve no poder antes deles.

Primeiramente gostaria de clarear muito bem o que é esquerda e direita, no plano político.

A origem destas definições para a postura política das pessoas teve origem na França.

Carlos Hernán Tercero em seu site www.polestrare.com.br comenta:

 “Em 1788, como medida desesperada para solucionar a grave crise financeira em que o reinado de Luis XVI havia colocado a França, foram convocados os Estados Gerais. O sistema feudal, responsável por tantas injustiças, selava o seu fim. Em junho de 1789, os Estados Gerais, sequiosos de liberdade, instituíram a Assembléia Nacional Constituinte que liquidaria o absolutismo e garantiria a realização das sonhadas reformas políticas, sociais e econômicas. Em julho do mesmo ano, a população, enfurecida pelo aumento do preço do pão, atacou a Bastilha, prisão que representava o absolutismo dos reis. Ela foi tomada no dia 14, sendo seus prisioneiros libertados. A Assembléia aprovou, em 26 de agosto, a Declaração de Direitos do Cidadão, baseada na célebre Declaração de Independência Norte-Americana, de quatro de julho de 1776. A Constituinte, finalmente, promulgou a Constituição Francesa de setembro de 1791. Em decorrência dessa Constituição, foi eleita a Assembléia Legislativa onde os Jacobinos, representantes da pequena e média burguesia e do proletariado, sentavam-se à esquerda e os Girondinos, representantes da alta burguesia, à direita. Essa é a origem dos rótulos esquerda e direita.Vemos que tanto a direita quanto a esquerda voltavam-se contra o absolutismo dos reis. Os Girondinos (alta burguesia) defendiam posições moderadas tentando preservar o poder econômico que haviam conquistado. Os Jacobinos (pequena e média burguesia e proletariado) defendiam posições mais radicais em defesa de seus interesses. Logo foi proclamada a República, em setembro de 1792, e os Jacobinos findaram assumindo o controle da revolução. Sua atuação foi, porém, desastrosa. Tentaram dessacralizar o mundo francês, apedrejando e fechando igrejas e substituindo as festas religiosas por comemorações da revolução. Assassinaram milhares de pessoas. A Constituição foi suspensa e foram criados Tribunais Revolucionários para julgar os traidores da Revolução. Apenas como exemplo, em 49 dias, Robespierre condenou 1400 pessoas à guilhotina, incluindo o célebre químico Lavoisier (“na natureza nada se perde, tudo se transforma”). O terror permaneceu até nove Termidor (o nome do mês de julho – mês do calor – segundo o calendário revolucionário) do ano de 1794, quando Robespierre foi preso e os Girondinos assumiram o poder.
Mas, tudo isso é coisa do passado.

Atualmente, esquerda e direita são apenas palavras que designam o posicionamento dos seres humanos frente às vicissitudes da vida causadas pelo egoísmo inerente à raça humana. É natural que os menos aquinhoados desejem progredir; é, da mesma forma, natural que os que conseguiram construir algo lutem para defender o produto de seu trabalho e, entre esses dois posicionamentos, surgem inúmeros aproveitadores que nada produzem, tudo almejam e interferem politicamente para tirarem proveito de quaisquer oportunidades encontradas. Eles aliam-se ora à direita, ora à esquerda, conforme seus interesses e, se pouco fazem em prol da Nação, de quase tudo são capazes para ampliarem e manterem o seu poder.”

Vendo o Brasil de hoje, assistimos a uma disputa de facções similar. Os que se dizem representantes das classes menos favorecidas e do proletariado tupiniquim (seriam os de esquerda?) hoje no poder, rotulam os que lhes fazem oposição de “setores da direita”. Mas o cenário político brasileiro é palco de uma mera disputa entre castas burguesas, como era na França do século XVIII. De um lado, os que se auto-rotulam “esquerda”, que são os partidários dos partidos órfãos do socialismo leninista/maoísta(PC do B, PSB, PSOL e outros menos votados) aliados ao partido que melhor espelha hoje o socialismo gramsciano, o PT. Do outro lado, os falsamente rotulados “direitistas” que comporiam a atual oposição(PSDB,PFL,PPS). E a terceira facção, a dos aproveitadores, que é composta pelo PMDB, o PP,o PTB, o PR(antigos PL e PRONA) e agora, o PDT, além de outros menos votados que não vale a pena aqui citar.
Uma coisa é certa. Ao contrário da França do século XVIII onde os aristocratas foram presos e decapitados, temos no Brasil uma aristocracia econômica cuja ideologia é o lucro sem risco que ora apóia um lado, ora outro, dependendo das circunstâncias.Ela ganha sempre, seja de que lado for. Sem essa aristocracia, nenhum lado sobreviveria no poder.

(continua no próximo post)

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