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Archive for março \29\UTC 2007

Uma análise objetiva de Lúcia Hippólito

Posted by tunico em março 29, 2007

Espécie em extinção

Pouco a pouco, o sistema partidário brasileiro vai se realinhando. E pelo menos três, dos outrora quatro grandes partidos que vêm dominando a política brasileira desde a década de 80, estão em processo de mudança.

Primeiro, o PT. O partido construiu um projeto de poder que vem sendo seguido à risca. Invadiu os grotões, desalojou os coronéis do Nordeste e passou a praticar um tipo de coronelismo do século XXI, totalmente amparado em assistencialismo escancarado, simbolizado pelo Bolsa-Família.

O aparelhamento da máquina pública, exercido com grande entusiasmo pelos petistas desde o primeiro dia do primeiro mandato do presidente Lula, tem alimentado os fortes vínculos do PT com os sindicatos, os movimentos sociais e as corporações profissionais.

É com este figurino que o partido deve se apresentar nas eleições municipais de 2008, etapa importante da consolidação do partido nos currais coronelistas e preliminar crucial para as eleições presidenciais de 2010.

 

Segundo, o PMDB. Cada vez mais um partido federativo, a mais formidável máquina eleitoral do país. Maior bancada de vereadores, prefeitos, deputados estaduais, deputados federais, senadores e governadores. Com isso, o partido credenciou-se como o fiador da estabilidade do sistema político brasileiro.

Atualmente, ninguém governa o Brasil sem o PMDB. Até pouco tempo, também não se governava o Brasil com o PMDB, tendo em vista a total desarticulação do partido. Entretanto, a vitória do grupo de Michel Temer nas eleições para a presidência nacional do PMDB, uniu o partido em torno da coalizão com o PT e da efetiva partilha do governo.

Se o PT vai concordar em partilhar o poder real, é outra história, a ser vivida nos próximos anos.

E o PFL? Decidiu refundar-se. Desalojado pelo PT no Nordeste, propõe-se a abandonar o coronelismo e optar pelas classes médias urbanas.

Aproveita que está no governo das duas maiores cidades do país (São Paulo e Rio) e tenta consolidar-se no Sudeste e no Sul, ocupando o lugar que foi do PT, com temas caros à classe média, como carga tributária, defesa da federação, propostas para o desenvolvimento, defesa de teses ambientais.

Vai promover uma repaginação completa: desde o nome (passa a ser chamar Democratas) até o comando. Deixa a presidência o ex-senador Jorge Bornhausen e assume o jovem deputado Rodrigo Maia. É um importante esforço de atualização e de modernização do partido.

Toda esta movimentação só realça ainda mais o drama dos tucanos. O PSDB não é um partido de massas, não tem ligação com sindicatos nem com corporações profissionais. Também não é um partido federativo. Cresceu como um partido de quadros, com um projeto nacional.

Mas os tucanos perderam a bandeira da estabilidade econômica para Lula, não souberam defender o processo de privatização, não levaram adiante o legado do governo Fernando Henrique. E mais importante: não sabem fazer oposição.

Resultado: ficaram obsoletos. Não têm identidade, não têm projeto, não têm bandeira, não têm rumo.

Hoje, tucanos são uma espécie em extinção. Mais ou menos como o mico-leão dourado ou a ararinha azul. Se não prestarem atenção, correm o risco de desaparecer. Ou pior, de afundar na irrelevância.

 Lucia Hippolito é cientista política

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Os 309 picaretas de Lula

Posted by tunico em março 29, 2007

PT
Adão Pretto (RS)
Andre Vargas (PR)
Angela Portela (RR)
Angelo Vanhoni (PR)
Anselmo de Jesus (RO)
Antônio Carlos Biffi (MS)
Antonio José Medeiros (PI)
Antonio Palocci (SP)

Arlindo Chinaglia(SP)
Assis do Couto (PR)
Beto Faro (PA)
Carlos Abicalil (MT)
Carlos Santana (RJ)
Carlos Wilson (PE)
Carlos Zarattini (SP)
Chico DAngelo (RJ)
Cida Diogo (RJ)
Dalva Figueiredo (AP)
Décio Lima (SC)
Devanir Ribeiro (SP)
Domingos Dutra (MA)
Dr. Rosinha (PR)
Edson Santos (RJ)
Eduardo Valverde (RO)
Elismar Prado (MG)
Eudes Xavier (CE)
Fátima Bezerra (RN)
Fernando Ferro (PE)
Fernando Melo (AC)
Gilmar Machado (MG)
Guilherme Menezes (BA)
Henrique Afonso (AC)
Henrique Fontana (RS)
Iran Barbosa (SE)
Iriny Lopes (ES)
Janete Rocha Pietá (SP)
Jilmar Tatto (SP)
João Paulo Cunha (SP)
Jorge Bittar (RJ)
José Airton Cirilo (CE)
José Genoíno (SP)
José Guimarães (CE)
José Mentor (SP)
José Pimentel (CE)
Joseph Bandeira (BA)
Leonardo Monteiro (MG)
Luiz Bassuma (BA)
Luiz Couto (PB)
Luiz Sérgio (RJ)
Magela (DF)
Marco Maia (RS)
Maria do Carmo Lara (MG)
Maria do Rosário (RS)
Maurício Rands (PE)
Miguel Corrêa Jr. (MG)
Nazareno Fonteles (PI)
Nelson Pellegrino (BA)
Nilson Mourão (AC)
Odair Cunha (MG)
Paulo Pimenta (RS)
Paulo Rocha (PA)
Paulo Rubem Santiago (PE)
Paulo Teixeira (SP)
Pedro Eugênio (PE)
Pedro Wilson (GO)
Pepe Vargas (RS)
Praciano (AM)
Reginaldo Lopes (MG)
Ricardo Berzoini (SP)
Rubens Otoni (GO)
Sérgio Barradas Carneiro (BA)
Tarcísio Zimmermann (RS)
Vaccarezza (SP)
Vander Loubet (MS)
Vicentinho (SP)
Vignatti (SC)
Virgílio Guimarães (MG)
Zezéu Ribeiro (BA)

PMDB
Acélio Casagrande (SC)
Alberto Silva (PI)
Alexandre Santos (RJ)
Aníbal Gomes (CE)
Antônio Andrade (MG)
Antonio Bulhões (SP)
Asdrubal Bentes (PA)
Bel Mesquita (PA)
Bernardo Ariston (RJ)
Carlos Alberto Canuto (AL)
Carlos Bezerra (MT)
Carlos Eduardo Cadoca (PE)
Celso Maldaner (SC)
Colbert Martins (BA)
Darcísio Perondi (RS)
Edinho Bez (SC)
Edio Lopes (RR)
Edson Ezequiel (RJ)
Eduardo Cunha (RJ)
Elcione Barbalho (PA)
Eliseu Padilha (RS)
Eunício Oliveira (CE)
Fátima Pelaes (AP)
Fernando Diniz (MG)
Flaviano Melo (AC)
Flávio Bezerra (CE)
Francisco Rossi (SP)
Geraldo Pudim (RJ)
Hermes Parcianello (PR)
Íris de Araújo (GO)
João Magalhães (MG)
João Matos (SC)
Joaquim Beltrão (AL)
Jurandil Juarez (AP)
Laerte Bessa (DF)
Leandro Vilela (GO)
Lelo Coimbra (ES)
Leonardo Quintão (MG)
Luiz Bittencourt (GO)
Marcelo Castro (PI)
Marcelo Guimarães Filho (BA)
Marcelo Itagiba (RJ) – Abstenção
Maria Lúcia Cardoso (MG)
Marinha Raupp (RO)
Moacir Micheletto (PR)
Nelson Bornier (RJ)
Olavo Calheiros (AL)
Osmar Serraglio (PR)
Osvaldo Reis (TO)
Paulo Henrique Lustosa (CE)
Paulo Piau (MG)
Pedro Chaves (GO)
Pedro Novais (MA)
Professor Setimo (MA)
Reinhold Stephanes (PR)
Rocha Loures (PR)
Saraiva Felipe (MG)
Solange Almeida (RJ)
Tadeu Filippelli (DF)
Valdir Colatto (SC)
Vital do Rêgo Filho (PB)
Waldemir Moka (MS)
Wilson Santiago (PB)
Zé Gerardo (CE)
Zequinha Marinho (PA)

PP
Afonso Hamm (RS)
Aline Corrêa (SP)
Antonio Cruz (MS)
Benedito de Lira (AL)
Carlos Souza (AM)
Ciro Nogueira (PI)
Eduardo da Fonte (PE)
Eliene Lima (MT)
Eugênio Rabelo (CE)
George Hilton (MG)
Gerson Peres (PA)
João Leão (BA)
João Pizzolatti (SC)
José Linhares (CE)
José Otávio Germano (RS)
Lázaro Botelho (TO)
Luiz Fernando Faria (MG)
Márcio Reinaldo Moreira (MG)
Mário Negromonte (BA)
Nélio Dias (RN)
Nelson Meurer (PR)
Neudo Campos (RR)
Pedro Henry (MT)
Rebecca Garcia (AM)
Renato Molling (RS)
Ricardo Barros (PR)
Roberto Balestra (GO)
Roberto Britto (BA)
Sandes Júnior (GO)
ão Ses (RJ)
Vadão Gomes (SP)
Vilson Covatti (RS)
Waldir Maranhão (MA)
Zonta (SC)

PR
Aelton Freitas (MG)
Chico da Princesa (PR)
Dr. Adilson Soares (RJ)
Giacobo (PR)
Gorete Pereira (CE)
Homero Pereira (MT)
Inocêncio Oliveira (PE)
João Carlos Bacelar (BA)
João Maia (RN)
Jofran Frejat (DF)
José Carlos Araújo (BA)
José Rocha (BA)
Léo Alcântara (CE)
Lincoln Portela (MG)
Lindomar Garçon (RO)
Lucenira Pimentel (AP)
Luciano Castro (RR)
Lúcio Vale (PA)
Marcelo Teixeira (CE)
Maurício Quintella Lessa (AL)
Maurício Trindade (BA)
Milton Monti (SP)
Neilton Mulim (RJ)
Nelson Goetten (SC)
Sandro Mabel (GO)
Sandro Matos (RJ)
Tonha Magalhães (BA)
Valdemar Costa Neto (SP)
Vicente Arruda (CE)
Vicentinho Alves (TO)
Wellington Fagundes (MT)
Wellington Roberto (PB)

PSB
Ana Arraes (PE)
Ariosto Holanda (CE)
Átila Lira (PI)
Beto Albuquerque (RS)
Djalma Berger (SC)
Dr. Ubiali (SP)
Eduardo Lopes (RJ)
Fernando Coelho Filho (PE)
Givaldo Carimbão (AL)
Janete Capiberibe (AP)
Laurez Moreira (TO)
Lídice da Mata (BA)
Manoel Junior (PB)
Marcelo Serafim (AM)
Márcio França (SP)
Marcondes Gadelha (PB)
Maria Helena (RR)
Mauro Nazif (RO)
Ribamar Alves (MA)
Rodrigo Rollemberg (DF)
Valadares Filho (SE)
Valtenir Luiz Pereira (MT)

PDT
Arnaldo Vianna (RJ)
Barbosa Neto (PR)
Brizola Neto (RJ)
Dagoberto (MS)
Davi Alves Silva Júnior (MA)
Dr. Basegio (RS)
Giovanni Queiroz (PA)
João Dado (SP)
Julião Amin (MA)
Manato (ES)
Marcos Medrado (BA)
Miro Teixeira (RJ)
Paulinho da Força (SP)
Pompeo de Mattos (RS)
Reinaldo Nogueira (SP)
Sebastião Bala Rocha (AP)
Sérgio Brito (BA)
Severiano Alves (BA)
Sueli Vidigal (ES)
Vieira da Cunha (RS)
Wolney Queiroz (PE)

PTB
Armando Abílio (PB)
Armando Monteiro (PE)
Arnon Bezerra (CE)
Augusto Farias (AL)
Ernandes Amorim (RO)
Frank Aguiar (SP)
Jackson Barreto (SE)
José Múcio Monteiro (PE)
Jovair Arantes (GO)
Luiz Carlos Busato (RS)
Paes Landim (PI)
Paulo Roberto (RS)
Pedro Fernandes (MA)
Ricardo Izar (SP)
Sabino Castelo Branco (AM)
Sérgio Moraes (RS)

PC do B
Aldo Rebelo (SP)
Alice Portugal (BA)
Chico Lopes (CE)
Daniel Almeida (BA)
Edmilson Valentim (RJ)
Evandro Milhomen (AP)
Flávio Dino (MA)
Jô Moraes (MG)
Manuela D’Ávila (RS)
Osmar Júnior (PI)
Perpétua Almeida (AC)
Renildo Calheiros (PE)
Vanessa Grazziotin (AM)

PAN
Cleber Verde (MA)
Jurandy Loureiro (ES)
Silas Câmara (AM)
Takayama (PR)

PSC
Deley (RJ)
Eduardo Amorim (SE)
Filipe Pereira (RJ)
Hugo Leal (RJ)
Mário de Oliveira (MG)
Ratinho Junior (PR)

PMN
Fábio Faria (RN)
Francisco Tenorio (AL)
Sergio Petecão (AC)
Silvio Costa (PE)
Uldurico Pinto (BA)

DEM (PFL)
Cristiano Matheus (AL)
João Bittar (MG)
Lael Varella (MG)
Roberto Magalhães (PE)

PPS
Airton Roveda (PR)
Alexandre Silveira (MG)

PSDB
Silvio Lopes (RJ)

PV
Fábio Ramalho (MG)

PTC
Carlos Willian (MG)

PHS
Felipe Bornier (RJ)

PRB
Léo Vivas (RJ)

Sem partido
Damião Feliciano (PB)
Juvenil Alves (MG)

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O Congresso tem que derrubar o veto de Lula à Emenda 3

Posted by tunico em março 21, 2007

Pessoas jurídicas contratam pessoas jurídicas para serviços que não constituem suas atividades-fim. São serviços esporádicos, com duração limitada.

Um médico pode manter contrato de prestação de serviços com uma empresa para realização de exames de admissão que pode ser realizado tanto nas dependências da empresa quanto no seu consultório/clínica por vários anos e isso não pode ser configurado como relação trabalhista pois o atendimento não é contínuo e o médico pode fazer este tipo de serviço para outras empresas, ampliando a clientela e progredindo no seu negócio. A mesma coisa vale para o arquiteto que irá prestar serviços de projeto por um tempo determinado pois a empresa que o contrata não constrói todos os dias.

O que pode acontecer é empresas contratarem o profissional pessoa jurídica por tempo indeterminado com exigência de dedicação exclusiva. A dedicação exclusiva configura uma relação de trabalho.Não o contrato em si. Mas quem tem que julgar este caso sempre é a Justiça do Trabalho.

Sei de casos em que os agentes fiscais da receita autuam prestadores de serviços que têm contratos com um cliente com duração maior que 3 meses, mesmo sendo serviços pontuais ao longo do período contratual(exemplo do advogado que é chamado para emitir um parecer específico mas seu contrato que lhe fixa os honorários e o escopo dos serviços tem tempo de duração indefinido ou de longa duração). Segundo eles isto é uma relação trabalhista e re-qualificam o coitado do profissional como pessoa física.Não é competência do agente fiscal.

No fundo,a intenção da Receita é aumentar arrecadação, fruto da gana dos governantes de plantão em auferir fundos para manter a máquina estatal improdutiva e gastadora funcionando. Não é prerrogativa somente do governo lulo-petista(certamente é o mais voraz).

TODOS governantes fazem isto no Brasil desde a Constituição de 1988 que destinou 65% da arrecadação à União e somente 35% aos Estados e Municípios.

Verifica-se que a carga tributária total dos entes federativos(tributos e encargos sociais) começou a aumentar significativamente a partir desta época passando de 35% até chegar aos 56% atuais. A carga tributária federal vem aumentando em 4% a cada mandato presidencial desde FHC ou seja em 12 anos, subiu 12%.Sarney e Collor/Itamar foram mais comedidos. No período deles, só se aumentou 2%.

O que aconteceu? A sociedade se defendeu. Daí, veio a informalidade crescente, agravada pelo desemprego que se mantém há 12 anos na taxa de 9%,10% da população economicamente ativa.

Um caso real. Uma enfermeira de ambulatório de empresa, meio-período, universitária, ganha com carteira assinada R$1.000,00 que significam líquidos, R$ 886,00, com os descontos legais. Seu empregador paga os R$1.000,00, mais outro tanto em forma de encargos.O empregado fica com R$ 886,00, o Estado fica com R$ 1.114,00.

Se ela como micro-empresa desse “nota” ao seu contratante, pagaria 5% de impostos e engargos(inclusive Previdência), ou seja, auferiria líquidos R$ 950,00 e ainda teria tempo livre para auferir outro tipo de renda ou prestar este serviço a outra empresa, dobrando seus rendimentos.

É esse tipo de gente que o Estado quer morder. Não é odioso?

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Olha a KGB petista agindo

Posted by tunico em março 21, 2007

Do ex-blog do César Maia de 21/03/2007:

1. As comunidades de jovens tipo orkut usam uma adjetivação aberta para atrair pessoas ao debate. Nomes chamativos. Assim é comum se encontrar comunidades tipo “odeio…”, “quero ver no inferno…”, “se morrer tanto melhor…”

2. Só que agora a própria Policia Federal -sob comando do PT- resolveu censurar comunidades tipo orkut, que use adjetivações fortes em relação ao presidente ou ministros.

3. Leia esse depoimento:

A) Meu nome é Arthur Rodrigues, sou morador do Rio, tenho 24 anos e mestrando em Direito Internacional na UERJ. Além disso, há muitos anos sou oposição ao governo do Lula. Hoje, no entanto, vivenciei umas das maiores barbaridades que poderia imaginar e por isso venho aqui enviar-lhe este e-mail. Em 2004 fiz minha conta no orkut e na mesma época criei as comunidades, PSDB e Morte ao Lula, além de outras. Ambas fizeram relativo sucesso, até o fim do ano passado quando foram excluídas por razões desconhecidas, mas que eu atribuí a hackers graças à proximidade das eleições.

B) Há três meses, porém, o porteiro do meu prédio indicou que supostos policiais vinham procurar-me na minha casa. Não estava em nenhum dos momentos, assim que sempre pedi ao zelador que solicitasse o telefone aos oficiais, sem sucesso. Procurei a polícia federal em dezembro, mas não souberam me informar. Há poucas semanas, na terceira “visita”, resolveram deixar o telefone e marquei uma reunião hoje (19 de março) às 16:00 horas com o Sr. Arnaldo, da Equipe Bravo, do Núcleo de Operações da Delegacia Fazendária, 2º andar, sala 31, da PF da Praça Mauá.

C) Chegando lá fiquei sabendo que o tema era o orkut e a comunidade do Morte ao Lula. O policial me informou que a solicitação de identificação veio de Brasília, de alguma repartição ligada à Segurança Institucional, pediu que eu confirmasse a autoria do projeto, eu confirmei e afirmei contudo que se tratava de uma alegoria (inclusive havia um cartoon do Lula sendo guilhotinado). O policial continuou, vendo que eu era estudante de Direito (ao que corrigi dizendo que sou formado) disse que se tratava de assunto sério, que eu deveria ser mais cauteloso, etc. Eu respondi que estava no meu Direito Constitucional à oposição, que na própria comunidade diversas vezes foi dito que o objetivo não era a formação de qualquer projeto assassínio, que éramos pacíficos, etc.

D) Finalmente, no fim do dossier, havia uma notícia, não sei de qual jornal, que dizia do acordo entre a PF e o Google, de excluírem comunidades diretamente. O que me causou espanto foi a coincidência do período (que não sei dizer quando ao certo) entre a exclusão entre as comunidades do PSDB e esta contrária ao presidente. Não sou filiado a nenhum dos partidos e atualmente estou bastante distanciado de quaisquer atividades políticas.

Agradeço imensamente a atenção dispensada,

Arthur Rodrigues.

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Arquivo 12 – 30/8/2005

Posted by tunico em março 12, 2007

Como são mentirosos e enganadores os integrantes deste governo petista.

Outro dia, o Senador Mercadante e o Ministro Palocci declararam na imprensa que a taxa Selic hoje é muito menor que em 2002, no final do governo FHC.Que gente gabola! Competentíssimos!

Fui pesquisar.

Usei como base, o mês de julho de 2002 como base, comparando com julho de 2005.

Antes porém, uma explicação.

A inflação oficial é medida pelo IPCA porém, o mercado usa o IGP-M da FGV que contém em sua fórmula, um componente muito forte da variação cambial(dólar) . A taxa Selic tem como objetivo orientar as taxas de juros que os devedores da Receita Federal têm que pagar pra ressarcir o governo em sua inadimplência.Também é utilizada para orientar a remuneração do capital especulativo , notadamente os capitais externos. Esta taxa, por definição inclui a inflação futura prevista mais a taxa de juros real, que realmente remunera o capital do investidor.

Pois bem:

Em julho de 2002, quando já se afigurava a vitória futura do apedeuta Lulla, o dólar começou a subir aceleradamente. De cerca de R$ 2,30 no início do ano de 2002, passou por R$ 3,42 em 31/07, chegou até R$ 3,79 em dezembro de 2002, com Lulla eleito.Era o medo do mercado do que poderia vir na bagagem da estrela petista.

O IGP-M , acompanhou esta variação, por ser por definição, fortemente indexado à variação cambial.

De 0,36% em janeiro de 2002, passou por 1,95% em julho, chegando a um pico de 5,19% em novembro e fechando em 3,75% em dezembro.A projeção da inflação anual(IPCA) neste mês era de 17%.

· O governo FHC até o final, tentou segurar a taxa Selic sendo que em julho/2002, a mesma estava em 20,12% ao ano, chegando a dezembro em 23%, por comum acordo entre o governo de saída com o governo que assumia, na chamada transição.

· A inflação projetada, como disse, em dezembro de 2002 era de 17% e os juros reais, eram de 5,12%. Taxa real atraente pra ninguém botar defeito em qualquer parte do mundo.Mas havia o componente medo no mercado.Como o novo governo ao assumir iria se portar? Cumpriria a tal “Carta ao Povo Brasileiro”? Daria uma “banana” aos investidores como fez o governo argentino? Isso se chama risco Brasil.

· Hoje, em julho de 2005, a Selic está em 19,75 no ano % com uma inflação projetada de 6%, o que dá juro real de 12,97%. Esta taxa por si só inibe investimentos produtivos e incentiva investimentos especulativos. Por isso, o dólar baixo hoje.Sobra dólar no mercado.

Resumindo e voltando ao tema. O governo Lulla reduziu a taxa básica de juros de 23% em dezembro de 2002 para 19,75% em julho de 2005( em 3,25%), mas aumentou o juro real (em 7,8%)penalizando investimentos produtivos e incentivando a ciranda financeira e isso nem o Senador Mercadante nem o ministro Palocci falam, porque não interessa.

Interessa sim, como têm feito os petistas desde que assumiram o poder, falarem somente meias verdades, enganando o povo que para mim, são na realidade, somente mentiras.

Óleo de peroba neles!!!!Bando de mentirosos!

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Arquivo 11 – 26/8/2005

Posted by tunico em março 12, 2007

Belo artigo.Reflete o que também penso

O herdeiro da Emília

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa

Não sei se os leitores do blog do Noblat leram o excelente artigo de Ferreira Gullar, “Lula foi mesmo traído?”, publicado na ´Folha de São Paulo`, domingo, 21 de agosto. Com a lucidez que só os poetas têm, Gullar desmonta item por item a tese, defendida por muitos, que Lula não tem responsabilidade pelos desmandos de seu governo e do PT. Tese que o próprio Lula desfila pelo país a fora. O artigo termina assim: “Por isso mesmo, no ambíguo discurso em que pediu desculpas à nação, Lula, ao dizer-se traído, evitou citar nomes. Sabe muito bem que não pode fazê-lo. Sua responsabilidade em tudo o que ocorreu é indiscutível. Nem por isso defenderia a tese do seu impedimento”.

Concordo com o poeta. Impedimento não. Creio que devemos aprender a respeitar os votos que depositamos nas urnas e arcar com as conseqüências. Não podemos continuar a dizer: “Papai, não gostei do brinquedo. Compra outro?”. Temos que agüentar até o fim do mandato e na próxima eleição, votar melhor, mais conscientes e menos influenciados pelos lindos programas de marqueteiros proficientes na venda de produtos industrializados. Mas, e se o presidente estiver sendo sincero? Se for realmente inocente das maracutaias que o rondam?

Ao assumir a Presidência, Lula, apesar de já não ser operário há muito tempo e de estar levando uma confortável vida de pequeno-burguês, deslumbrou-se, o que é muito natural, com as maravilhas oferecidas ao detentor do poder. Vamos e venhamos, é para tontear qualquer um: helicópteros e carrões; possibilidade de viajar para onde quiser, levando os amigos que quiser, no avião que escolheu; casas (o Alvorada e o Torto) fartas, comida, bebida e charutos da melhor qualidade, com campinho para futebol, churrasqueiras de luxo, piscinas, academias de ginástica, empregados para servir a ele e aos seus familiares 24 horas por dia; roupas sob medida à vontade, cabelos bem tratados, dentes recapeados, a pele bem cuidada, olha-se no espelho e nem se reconhece; trata os grandes do mundo de igual para igual; dizem que ele é o máximo, um operário que venceu; os tradutores simultâneos enchem seus ouvidos com os elogios que lhe são dirigidos em diversas línguas; os intelectuais da Pátria Amada se curvam diante dele, garantindo-lhe que a falta de instrução não é um impedimento, é antes um adendo, “o saber de experiência feito”; seus áulicos, conhecedores da fábula “O Corvo e a Raposa”, pedem-lhe que cante e assim pegam o queijo e… o resto é o que estamos vendo.

Vamos ser justos: você não piraria? Pois é.

Só que, de repente, a conta começa a chegar e o presidente fica inteiramente atônito. Ele é inocente, ele não fez mal a ninguém, ele só fez elevar o nome do Brasil, ele fala ao telefone com o Bush, com o Chirac, o Brasil vai presidir a OIC, o BID, sentar no Conselho de Segurança, seus assessores garantem isso tudo. O que é que está acontecendo? Fica inteiramente desarvorado e como qualquer um de nós quando em perigo, corre para o colo da mamãe, que no seu caso é o povo, representante direto de D.Lindu, que não está mais entre nós.

E aí começam essas viagens pelo interior do Brasil, os discursos estrambóticos, o “vão ter que me engolir”. E o eco das palavras de mamãe, senhora analfabeta de vocabulário altamente sofisticado: “meu filho, não perca nunca a esperança, persevere sempre e ande de cabeça erguida porque a verdade prevalecerá”. Fala, num discurso inflamado, que nada o impedirá de viajar por este país, para inaugurar as obras que realizou: “pontes, viadutos, hidrelétricas, estradas”. Viajando de avião ou de helicóptero, debocha de seu antecessor, dizendo que não sabe o que ele fazia, 8 anos e não consertou um quilômetro de estrada! Inaugura pontos de iluminação em Amaralina, fábrica de bolas e camisetas esportivas em Cidade Tiradentes, diz ao povo reunido à sua volta, transportados em ônibus fretados pelo PT, que o colesterol faz mal à saúde, que devem tirar o traseiro do sofá e fazer um exercício, jogar uma bola; ao lançar o Programa Nacional do Esporte, faz questão de dizer que o projeto não se dirige apenas aos atletas, não. Serve também para o cidadão comum e explica: “A pessoa acorda cansada, às 6hs, e vai para a esteira dar uma caminhada reclamando de tudo, de mau humor. Depois de 20 minutos, está se sentindo bem, mais alegre. É o que acontece comigo todos os dias”.

Esteira em casa? Cidadão comum? Mas tem mais.

Ele compara o exercício da Presidência à paternidade, dizendo que “o povo quer um presidente que converse com ele, com a tranqüilidade que uma mãe conversa com um filho, que um pai conversa com um filho. O meu trabalho de presidente não é apenas o de administrar a grande política de Brasília, é cuidar para que a família brasileira viva em harmonia, viva em paz. Que pai goste do filho, que filho goste da mãe e que juntos possam construir a base de nação livre e soberana que nós vamos consagrar no nosso país. Se a família não estiver integrada, se não houver harmonia entre pai, mãe e filho, se não houver harmonia entre todos aqueles que compõem a base da sociedade, que é a estrutura familiar, tudo mais fica difícil”.

O Brasil em estado de choque com as revelações diárias de corrupção, vindas de todos os lados, o PT se apoucando, a base parlamentar do governo desfeita, o Congresso parado, e o presidente viajando e discursando, viajando e discursando. Haja palanque. Haja ônibus fretados. Ontem, 24 de agosto, o presidente em cerimônia de entrega de ambulâncias para o SAMU declarou que “em matéria de saúde os outros países do mundo podem vir ao Brasil e aprender o que é saúde”. Haja Deus!

Diante desse seu palavrório, dessa fuga da realidade, dos elogios ao Palocci por ter enfrentado a Imprensa, numa entrevista “firme”, “uma beleza”, fico, sinceramente, impressionada, e começo a ter dúvidas: será que ele não sabia mesmo de nada? Será que foi traído? Será que é de todo inocente?

Então, a alternativa é terrível. Trata-se de um caso para o Dr. Simão Bacamarte, em Itaguaí, que pode ser acessado através do bruxo do Cosme Velho. Ou então, e queira Monteiro Lobato lá do céu que assim seja, ele é o herdeiro legal da torneirinha de asneiras da Emília.

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Arquivo 10 – 30/7/2005

Posted by tunico em março 12, 2007

Esse diálogo é demais!

O aval – tragicomédia

Deputado Indeterminado:
Com a palavra o nobre senador Insosso.
Senador Insosso:
Muito obrigado, presidente.
Burburinho. Campainha.
Senador Insosso:
Senhor presidente, assim não é possível, não tem cabimento.
Campainha (três vezes).
Senador Insosso, para o depoente:
O senhor é ou já foi eleitor do Partido dos Sonhadores?
Depoente:
Sim, senhor senador.
Senador Insosso:
É ou já foi?
Depoente:
Eu já fui, senhor senador.
Senador Insosso:
Muito bem.
O senhor votou quantas vezes nos candidatos do Partido dos Sonhadores?
Depoente:
Não posso lhe informar, senhor senador.
Sinto muito, infelizmente eu não sei.
Senador Insosso, visivelmente irritado:
O senhor tem consciência de que ao contrário dos outros depoentes que passaram por esta comichão o senhor não tem advogado e não está protegido por um habeas-corpus e portanto deve responder a todas as perguntas e está constrangido a dizer a verdade sob pena de sair deste recinto para uma prisão brasileira?
Burburinho. Campainha.
Depoente:
Sim senhor senador, tenho consciência disso, eu acho.
Senador Insosso:
Então quantas vezes Vossa Senhoria votou nos candidatos do Partido dos Sonhadores?
Depoente:
Foram várias vezes, senhor senador. Inúmeras vezes.
Senador Insosso:
Inúmeras vezes?
Depoente:
Sim senhor, inúmeras.
Burburinho.
Deputado Indeterminado:
Com a palavra o nobre deputado Ambas Aspartes.
Deputado Ambas:
Obrigado, Excelência.
Senhor José, descreva suas relações com o Partido dos Sonhadores.
Depoente:
Nunca fui filiado ao Partido dos Sonhadores.
Deputado Ambas:
Mas foi militante.
Depoente:
Participei de reuniões com militantes. Fui às ruas durante as eleições. Distribui panfletos nos cruzamentos. Sempre acreditei no sonho.
Silêncio.
Deputado Ambas, peremptoriamente:
Senhor José, o senhor já esteve em assentamentos do Movimento dos Sem-Terra?
Depoente:
Sim senhor, certa vez estive, com colegas…
Senadora Indignada:
Pela ordem, senhor presidente, pela ordem!!!
Deputado Indeterminado:
Com a palavra, pela ordem, a digníssima senadora Indignada.
Senadora Indignada:
Até quando seremos obrigados a conviver com a desfaçatez desta camarilha palaciana…

Repórter com microfone em alto-falante encobrindo a voz da senadora Indignada:
Diretamente do Congresso Nacional estamos acompanhando na íntegra mais um depoimento da Comichão Parlamentável Incerta. Pelo número de parlamentáveis inscritos o depoimento do cidadão José Inocente Útil ainda deve durar mais cerca de doze horas. Quem está falando agora é a senadora Indignada do Partido do Sonho Impossível. Ela acaba de interromper o deputado Ambas Aspartes, do Partido do Bom Patrão e como todos sabem (tentando ser engraçada) a senadora costuma fazer longos discursos…
Âncora, também no alto-falante, tentando parecer interessado:
Mas, Poliana, quer dizer que realmente a senadora Indignada interrompeu o deputado Ambas Aspartes?
Repórter, em meio a um grande burburinho:
Sim, mas agora o que está acontecendo é que os outros deputados e senadores do Partido do Bom Patrão fizeram uma manifestação de repúdio ao deputado Sujeito Indeterminado, que é do Partido Social Burocrata e preside esta CPI. Enquanto isso, (totalmente perdida) os integrantes do Partido dos Sonhadores que ainda permanecem ameaçaram se retirar daqui desta sala do plenário onde se reúne a Comichão Parlamentável Incerta. Mas mesmo assim a senadora Indignada continua fazendo o seu longo discurso, depois de ter interrompido o depoente enquanto o deputado Ambas Aspartes fazia perguntas, vamos ouvir a senadora…

Senadora Indignada:
Portanto é por isso que eu dediquei os melhores anos da minha vida a este sonho e não serão vocês que conseguirão me convencer do contrário porque eu sou o sal desta terra e se o sal não salga então ou é porque não pode deter a corrupção ou é porque a corrupção não quer recebê-lo e precisa ser detida…
Burburinho. Campainha.
Deputado Indeterminado:
Com a palavra o deputado Deletério.Deputado Deletério:
Senhor José Inútil… Inocente Inútil…
Deputado Indeterminado:
É Inocente Útil, deputado.
Deputado Deletério, com certa insegurança:
Senhor José Inocente, diga o seu nome completo, por favor.
Depoente:
O senhor já disse o meu nome, deputado.
Deputado Deletério:
Mas realmente é um desrespeito mesmo, senhor Inútil. O senhor não pensa na honra de sua família e de sua cidade? Vou lhe dizer, para que o senhor saiba, senhor Inútil, que eu na minha cidade sou muito conhecido e respeitado. Em minha empresa, senhor Inútil, eu tenho não sei quantos mil empregados. Não sei quantos mil empregados! O senhor está me ouvindo? E todos eles, senhor Inútil, todos os meus não sei quantos mil empregados votaram em mim e neste exato momento estão todos acompanhando a minha atuação aqui nesta Comichão Parlamentável Incerta, que por sinal tem sido tão bem conduzida pelo meu conterrâneo e companheiro de partido, meu grande amigo, o nobre deputado Sujeito, que tanto fez por mim e pelos meus não sei quantos mil empregados e por todo o meu eleitorado. Portanto eu lhe pergunto, senhor Inútil, em nome da Nação, o senhor já fumou maconha?

Depoente:
Com todo o respeito que lhe devo, que é muito, senhor deputado Deletério, eu me reservo o direito de permanecer calado sobre esse assunto, nobre senhor deputado.

Burburinho. Campainha. Burburinho.

Deputado Deletério:
Mas o senhor não tem dinheiro para pagar advogados, senhor Inútil, o senhor não tem habeas-corpus, o senhor é obrigado a responder à minha pergunta.

Deputada Meritíssima:
Pela ordem, senhor presidente. O cidadão tem o direito de permanecer calado.

Deputado Deletério:
Senhor José Inocente, o senhor alguma vez já esteve pessoalmente com Vossa Excelência o Excelentíssimo Presidente Nulo?

Murmúrio de espanto.

Depoente:
Nunca estive, senhor deputado.

Deputado Deletério:
O senhor afirma que nunca o viu pessoalmente?

Depoente:
Quer dizer, eu o vi pessoalmente, mas estava longe, no meio da multidão…

Deputado Deletério:
O senhor afirma que o presidente Nulo estava no meio da multidão?

Depoente:
Não senhor, eu estava no meio da multidão, ele estava sobre um palanque e ainda não era presidente.

Deputado Deletério, depois de observar o depoente por alguns instantes:
Já esteve alguma vez pessoalmente na sede do Partido dos Sonhadores?

Depoente:
Não posso falar, senhor deputado.

Deputado Deletério:
Por que não? Não se lembra?

Depoente:
Não porque não me lembre, senhor deputado, mas porque isso tudo é demais para a minha cabeça.

José Ninguém,
Julho de 2005.

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Arquivo 9 -11/07/2005

Posted by tunico em março 12, 2007

Estou envergonhado

Quem já não ficou com vergonha das atitudes de outra pessoa mesmo que esta pessoa não seja de seu relacionamento próximo?

Eu fiquei.

Vendo o discurso do Lula na sexta-feira ao dar posse aos novos ministros, senti muita vergonha de ter em nosso país um presidente tão medíocre . Enquanto as crises explodem em torno dele, praticamente demolindo o partido pelo qual se elegeu e que construiu, limitou-se o nosso primeiro mandatário a tergiversar sobre sexo, controle de natalidade, aconselhar o povo a tomar vinho em vez de remédios que é melhor, reeditar a campanha do “mexa-se” e (coisa incrédula!) desqualificar o cidadão que reclama não ter dinheiro para comprar remédios, recomendando que comprem um pouquinho de cada vez, para não ficar sem dinheiro.Antes desse episódio, patrocinou uma festa julina na Granja do Torto com direito a rojões e traques, enquanto as denúncias de corrupção iam como bombas de alto teor de TNT explodindo ao seu redor. Cancelou Medidas Provisórias (teoricamente urgentes e relevantes), para desobstruir a pauta de votações da Câmara e permitir votação de CPI chapa-branca para ocultar as maracutaias governamentais.

É de ficar corado de vergonha.

Realmente Lula está se portando como um alienado. Nada é com ele. Não sabia. É problema dos outros. Do Dirceu, do Genoíno, do Delubio, do Silvinho, hoje chamados pela mídia de “Gangue dos Quatro” . Lula está levando às últimas conseqüências a postura típica petista de acusar os outros pelo que há de ruim no Brasil.Só que agora, os “outros” são os companheiros de seu partido.Ele é a reedição masculina, tropical e contemporânea de Maria Antonieta.

Que coisa triste!

Espero sinceramente que boa parte dos 53 milhões que votaram nele em 2002 também estejam envergonhados e pensem bastante em 2006 antes de votarem em alguém que cada vez mais nos deixa envergonhados. Envergonhados de termos representantes deste baixo nível, mentirosos, incompetentes, alienados por conveniência, que fazem com que nosso país continue sempre do mesmo jeito.

Este hoje é meu sentimento.

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Arquivo 8 -23/6/2005

Posted by tunico em março 12, 2007

Outro texto antigo

Publicado no site “estou de olho”em agosto de 2004, transcrevo aqui. Lendo ele hoje,pareceu-me premonitório.Devido às restrições de caracteres, está dividido em 3 partes.Publicado de trás para a frente, para poder ser lido na sequência correta.

O PROGRAMA DE GOVERNO DO PT(ou projeto de poder?)

Como início , uns conceitos básicos:

Comunismo – Qualquer doutrina social, política e econômica que proponha alguma forma de propriedade coletiva dos meios de produção . Etapa posterior ao socialismo

Socialismo – Conjunto de doutrinas que se propõem promover o bem comum pela transformação da sociedade e das relações entre as classes sociais, mediante a alteração do regime de propriedade. Sistema político que adota estas doutrinas.Socialismo utópico pretende transformar a sociedade com base na iniciativa privada, sem estatização dos meios de produção e pela modificação da consciência individual dos homens antes de transformar as relações de produção entre eles.

Democracia – Governo do povo, soberania popular-doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição eqüitativa do poder. Caracteriza-se pela divisão dos poderes, e pelo controle da autoridade. Democracia autoritária – regime firmado na supremacia do poder executivo em relação aos demais poderes. Democracia popular – regime político monopartidário dominante nos países da área socialista

Capitalismo – sistema social fundado na influencia ou predomínio do capital – regime social em que os meios de produção constituem propriedade privada e pertencem aos capitalistas.

Liberalismo – Conjunto de idéias e doutrinas que visam assegurar a liberdade individual no campo da política, da moral, da religião, dentro da sociedade. Liberalismo econômico – Doutrina segundo a qual existe uma ordem natural para os fenômenos econômicos, a qual tende ao equilíbrio pelo livre jogo da concorrência e da não-intervenção do Estado.

Neo-liberalismo – Caracteriza-se pela limitação da atuação dos sindicatos, privatização de estatais, redução de tributos, estabilização da moeda.( “tornar iguais os desiguais é contraproducente e conduz à estagnação” dizem os neo-liberais). O demônio dos neo-liberais é o Estado Interventor. O Céu é o mercado

Conservadorismo – Conservador é quem é avesso às renovações políticas e sociais

Duas perguntas básicas de acordo com estes conceitos:

1-O que era o Brasil até o final de 2002? – Uma democracia capitalista com tendências neo-liberais?

2-Qual a característica dos maiores partidos brasileiros com base nestes conceitos?

PSDB – quer manter a democracia capitalista com tendência ao socialismo utópico?

PFL – quer manter a democracia capitalista com ênfase ao liberalismo, notadamente o liberalismo econômico?

PT – quer implantar o socialismo original numa democracia popular, anti-liberal? A tendência posterior seria então transformar a democracia popular em uma democracia autoritária, subjugando os poderes Legislativo e Judiciário?

PTB – embora se julgue Trabalhista( pelo fortalecimento dos sindicatos e dos trabalhadores organizados) , é na realidade um partido que se caracteriza desde o governo Collor pelo puro fisiologismo e adesismo ao poder de plantão?

PMDB/PL – verdadeiros “sacos de gatos” que misturam as características das agremiações anteriores?

(continua…)

Outro texto antigo-2

Considerando que a resposta para estas perguntas seja “SIM” , vamos analisar especificamente o PT e qual seria nas minhas observações o seu verdadeiro programa de governo. Antes porém, transcrevemos o que o PT propõe, segundo seu próprio estatuto:

(ESTATUTO DO PT – Art. 1º: O Partido dos Trabalhadores (PT) é uma associação voluntária de cidadãs e cidadãos que se propõem a lutar por democracia, pluralidade, solidariedade, transformações políticas, sociais, institucionais, econômicas, jurídicas e culturais, destinadas a eliminar a exploração, a dominação, a opressão, a desigualdade, a injustiça e a miséria, com o objetivo de construir o socialismo democráticogrifo nosso).

  • Quais seriam as etapas para o PT atingir e consolidar esta proposição uma vez no poder?

1- O governo do PT utiliza-se numa primeira etapa, do neo-liberalismo (segundo eles implantado pelo PSDB e pelo PFL) de uma forma exacerbada na macro-economia, reduzindo brutalmente em nome da necessidade do superávit primário(logo, controle da inflação) a quantidade de moeda em circulação com uma política de altos juros que dificulta os investimentos produtivos capitalistas ao mesmo tempo em que remunera generosamente o Capital. Contraditoriamente, aplica uma política anti-liberal aumentando ainda mais os impostos, taxas e contribuições vigentes, criando novos impostos e taxas incidentes somente sobre as classes mais abastadas(leia-se classe média).

  • Neste primeiro momento, abafa a oposição dos “tubarões”, provocando grandes lucros aos capitalistas, notadamente os bancos e instituições de crédito. Enquanto isso, “compra” com cargos e verbas a classe política não firmemente alinhada com seus objetivos( os fisiologistas e parte do “saco de gatos” ) mas sem no entanto deixar que eles se misturem ao núcleo-base do governo, pois será mais fácil defenestrá-los posteriormente.

  • Tenta desmoralizar o Judiciário e o Ministério Público ao mesmo tempo em que coopta alguns de seus integrantes ou infiltra seus simpatizantes através de um aparelhamento dos escalões inferiores.

  • Desta forma com o tempo, passa ter o controle financeiro dos meios de produção, causando a falência das micro, pequenas e médias empresas, gerando desemprego e diminuição da renda média da população( existe um artigo do Stephen Kanitz muito objetivo sobre o assunto). O objetivo é o empobrecimento da classe média formadora de opinião, mesmo que (não se faz omelete sem quebrar ovos) tal política cause mais desemprego e pobreza nas classes menos favorecidas. Naturalmente uma política social paralela tipicamente assistencialista (dá o peixe e não ensina a pescar) é implementada em nome dos mais pobres, para criar uma cortina de fumaça.

(continua…)

Outro texto antigo-parte 3

2- Num segundo momento, depois do aprofundamento da crise econômica, que em médio prazo, destrói os avanços liberais e neoliberais, produz um crescimento temporário da economia e com a ajuda da propaganda, tenta demonstrar ao povo que este crescimento é obra do novo governo, escondendo que na primeira etapa a economia havia descido ao sub-solo e que na realidade o país estaria voltando ao andar térreo, portanto sem avanço real. Assim, aumenta o número de prefeitos e vereadores petistas nos antigos “currais eleitorais” pela popularidade adquirida neste crescimento temporário, levando a uma maior influência sobre as massas combalidas.

  • Com a sinergia entre a continuidade da propaganda enganosa e o crescimento temporário, os índices de popularidade do governo voltam aos mesmos níveis do início de 2003 e assim, Lula consegue se reeleger ganhando mais quatro anos de poder em com ele, o PT.

  • Este aumento da popularidade se traduzirá também em maioria real no Congresso, não havendo mais necessidade de cooptar e/ou comprar alianças políticas. Esta maioria facilitará a aprovação de novas leis estatizantes, novos aumentos de impostos para os ricos e classe média, como taxação sobre as heranças, aumento brutal dos impostos sobre a propriedade inviabilizando sua posse, expropriação em nome da Reforma Agrária de cada vez mais propriedades rurais, e finalmente o absoluto controle do Estado sobre as atividades essenciais como energia, transportes,saúde, educação.

  • Em paralelo, o aparelhamento total da máquina estatal é concluído e monta-se um esquema de patrulhamento aos funcionários públicos ainda recalcitrantes. Neste ponto é oferecida à classe média não militante, combalida pelo desemprego e pelos impostos escorchantes a possibilidade de ingressar em cargos públicos, com uma enxurrada de concursos em nome do combate ao desemprego, como uma benesse do governo, o que atrai ainda mais simpatizantes.A política assistencialista aos mais pobres é fortalecida pois deve-se manter a cortina de fumaça.

3- A terceira etapa lá pelo sétimo ano de governo petista, com a re-estatização dos meios de produção essenciais já concluída, é a estatização do sistema bancário e financeiro, a apropriação de seus enormes ativos financeiros e imobiliários em nome da derrubada dos altos lucros que estes tiveram sobre a população nos anos passados.

  • Assim, apoderam-se com apoio “democrático” de quase toda a riqueza do país. Fica fácil assim apoderarem-se do restante das propriedades rurais e urbanas em nome da Reforma Agrária e do combate à favelização e assim configurarem a democracia socialista e autoritária do plano original.

  • Lula vira o Fidel Castro brasileiro, José Dirceu o primeiro-ministro, Gushiken manda exilar Duda Mendonça e se torna o Secretário da Propaganda e Imprensa do governo, Luís Dulci vira Secretário Geral do novo Partido único que passa a se chamar Partido Socialista dos Trabalhadores Brasileiros (PSTB), José Genoíno pela sua experiência de combatente nas guerrilhas vira chefe das Forças Armadas, Berzoini pela sua crueldade já reconhecida vira Chefe da polícia política e da nova KGB(Krueldade Geral Brasileira), Pallocci é condenado ao exílio, taxado de reacionário e neo-liberal, juntamente com Henrique Meirelles e juntos vão para Miami. José Alencar, Furlan, Roberto Rodrigues fogem para a Argentina e vão oferecer sua competência empresarial ao governo de lá. Os opositores ao novo regime que não conseguem fugir do país são confinados no “gulag” da Rocinha.

Plano perfeito não? Só falta eles combinarem isto com o outro time, como já disse Mané Garrincha. (hoje vejo que não combinaram….)

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Arquivo 7 – 23/6/2005

Posted by tunico em março 12, 2007

A primeira vez

Dando continuidade ao processo de transpor os artigos interessantes para este blog, copio aqui texto que escrevi em 9 de fevereiro de 2004 e coloquei no meu site.Não sou vidente mas aquilo que disse há 1 ano e meio atrás, está de certa forma acontecendo.

A PRIMEIRA VEZ

Realmente, esta é a primeira vez na história política brasileira que um ex-retirante, ex-metalúrgico, ex-sindicalista, ex-trabalhador, chega à Presidência da República. Porém, este fato parece que leva o nosso primeiro mandatário a proclamar pelos quatro cantos que tudo a partir daí será a primeira vez neste país.

Lula, entre outras declarações com o mesmo mote, já disse:· “pela primeira vez, os pobres deste país vão ter 3 refeições por dia…”· “pela primeira vez neste país, teremos um crescimento sustentado…”· “pela primeira vez teremos um governo com ética na condução da coisa pública e na política…”· “Somos a primeira experiência no Brasil levando este país a uma estabilidade sem inventar um plano econômico…”Isto me leva a uma indagação:Lula realmente acredita no que fala, por sentir-se um Messias , um Iluminado que vai purgar os pecados dos governos anteriores e assim, passar ao povo uma mensagem de que o Brasil daqui pra frente será muito melhor, ou é uma fala preparada por especialistas em marketing que com isso tentam apagar da memória popular os feitos positivos de governos anteriores desde a proclamação da Independência e dar a impressão que o Brasil começou em 01 de janeiro de 2003??? Baseado nos discursos anteriores à sua eleição, discursos que vinham sendo proferidos há 20 anos por Lula e pelos seus pares até pouco antes das eleições de 2002, fico realmente com dúvidas quanto à sua sinceridade messiânica.A mudança radical de postura, de discurso, que inclusive o levou ao cargo atual com larga margem de vantagem sobre seus oponentes foi muito repentina e quando a esmola é demais, o santo desconfia. Basta olhar um pouco para trás:As ações sociais do governo anterior em fase avançada de consolidação, com a natural continuidade administrativa, caso José Serra fosse eleito, teriam no mínimo o mesmo resultado ou até melhor, do que hoje o governo apregoa para o futuro;

A postura econômica conservadora consistente e continuada do Ministro Malan ( é verdade, diga-se de passagem, aplicada “na marra” pelo Ministro Pallocci), certamente levaria no mínimo à situação atual , de inflação controlada e risco baixo,mas sem o distúrbio cambial e inflacionário causado pela especulação que o país sofreu no último semestre de 2002, com a iminência de vitória do PT e seu discurso retrógrado de 20 anos. Este distúrbio foi inclusive o causador das medidas duras que pararam o país no ano de 2003. Quem sabe teríamos crescimento do PIB em vez de humilhante decréscimo de 0,2% em 2003?

Justamente pela continuidade das medidas econômicas, o país conseguiu retornar ao caminho da estabilidade. O governo atual não precisou inventar plano econômico. Simplesmente, deu continuidade ao Plano Real. Se assim não o fizesse, correria o risco de ter que inventar um “Plano Pallocci”, tal o caos econômico e social que aqui se instalaria, com conseqüências imprevisíveis.

O que mais me preocupa hoje é outro tipo de continuidade. A continuidade dos conchavos e compra de apoio político usando como moeda de troca cargos na administração que leva a uma situação de potencial instabilidade política, caso acordos não sejam cumpridos. A salada ideológica existente na base de apoio do governo é por si só causadora potencial de instabilidades.E a continuidade de uma desastrada postura governamental, onde mais se fala do que se faz. A história então pode se repetir, como tem se repetido desde a Nova República. E o Brasil continuará na mesma. Aí a primeira vez do PT de Lula poderá ser a última.

“Estou de olho” – 09/02/2004

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