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O perigo do apagão ronda o Brasil de novo? (parte 3)

Posted by tunico em janeiro 2, 2008

Este artigo do Prof. Laurez Cerqueira ilustra muito bem quais fontes de energia alternativas podem ajudar o país a evitar deficits de energia e reduzir o risco de racionamentos ou eventuais apagões.

Revisão de 11/09/2009 : O artigo abaixo pode até ser de Laurez Cerqueira porém, eu fui enganado à época da transcrição do artigo para o blog quando lhe dei o crédito. O rodapé do artigo original nomeava o autor como professor e conhecedor da área e na realidade Laurez Cerqueira é jornalista, assessor do Planalto, hoje “ghost-writer” de Dilma Roussef. Assim, o jornalista não é um expert na área. Não tira o mérito da veracidade das informações aqui contidas que foram obtidas de fontes confiáveis. Mas eu caí na esparrela do falso curriculum.

A energia de fontes alternativas precisa deixar de ser tratada como marginal e passar a ser considerada definitivamente como a energia do futuro.O PROINFA é um importante programa, mas precisa ser readequado à nova realidade energética. Na primeira fase do PROINFA estava prevista a contratação de 3.300 MW, igualmente divididos entre energia eólica, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) e Biomassa. Foram contratados 144 empreendimentos. Desses, até janeiro de 2006, apenas 200 MW de energia eólica e cerca de 300 MW de PCH’s haviam iniciado a fase de construção. Esse atraso deveu-se a dificuldades enfrentadas pelos empreendedores para obtenção de financiamento junto ao BNDES. Houve também atraso por parte dos fabricantes de aerogeradores que não conseguiram atender, a tempo, a demanda por equipamentos. O Brasil tem apenas um fabricante de turbinas eólicas. Além disso, há problemas relacionados à conexão com a rede elétrica e à falta de estrutura física, principalmente para energia eólica. Segundo o Atlas Eólico, do CEPEL, o Brasil tem um potencial disponível de 143,5 GW de energia eólica, com apenas 236 MW instalados (0,3% da matriz energética). Ou seja, o estudo científico está pronto e o setor enfrenta problemas de viabilidade dos projetos. O Nordeste é considerado uma das regiões mais bem servida de ventos do Planeta e tem um ciclo alternado com o ciclo das chuvas, que proporciona condições ideais para a geração complementar sazonal do sistema de abastecimento. A ANEEL já outorgou 92 novas usinas eólicas, com capacidade a ser instalada de 6.243 MW, a grande maioria no Nordeste.A meta de 3,3 mil MW, do PROINFA I, responderá por apenas 3% da matriz energética brasileira, uma participação que pode ser considerada irrisória, dado o grande potencial brasileiro de energia de fontes renováveis. O PROINFA II prevê 15% do crescimento anual do consumo de energia elétrica de forma a se ter 10% na matriz em 20 anos. O mecanismo de comercialização em leilão, previsto no PROINFA II, certamente não é o mais adequado. O tratamento dado a geração de energia elétrica a partir da biomassa, por exemplo, não pode ser semelhante ao dado a térmica a gás natural, um combustível fóssil. Estamos comprando energia suja ao invés de energia limpa. Falta incentivo e melhores condições do setor para competitividade.Durante as safras nas usinas de açúcar e álcool há um potencial econômico de produção de eletricidade excedente estimado entre 8 a 12 GW. Considerando a expansão da área plantada até 2012, de 425 para 728 milhões de toneladas, e a construção de novas usinas, poderiam ser gerados 3 mil MW médios de energia. Numa terceira etapa do PROINFA, poderiam ser contratados 6,6 mil MW até dezembro de 2009, com início de funcionamento até o final de 2013. Com apoio para modernização das usinas, poderiam ser gerados mais 1,2 mil MW médios. Isso representa uma capacidade instalada superior a das usinas do Rio Madeira, que é de 6,5 mil MW. A indústria nacional tem condições de fornecer os equipamentos necessários com custo de capital baixo em relação a equipamentos importados. Além disso, como a região Centro-Sul concentra as maiores áreas de produção de cana-de-açúcar, torna-se vantajoso os investimentos na complementação, em razão da Região ser importadora de energia.O Brasil conta, também, com um potencial de geração a partir de PCH’s de cerca de 7,3 GW, dos quais são aproveitados menos de 30%. Existem cerca de 427 centrais desativadas que podem ser reformadas com apoio de um programa governamental de incentivo e acrescentar 156 MW de capacidade ao parque gerador do país, com menos impacto ambiental. O custo unitário de repotencialização está calculado entre US$ 200 e 600 por KW, enquanto o de novos investimentos fica entre US$ 600 e 1.200 por KW.A energia solar térmica representa uma das mais promissoras alternativas para racionalização do consumo de energia elétrica. Os aquecedores elétricos de acumulação são responsáveis por 8% do consumo brasileiro de energia elétrica. Somente os chuveiros, nas horas de pico, atingem a marca de 18% da demanda do sistema. Precisamos substituir os chuveiros e outros tipos de equipamentos semelhantes por aquecedores solares. A CEMIG e outras empresas do ramo demonstram que o custo dessa modalidade não é competitivo quando comparado apenas com o custo de geração, mas se considerados todos os custos (geração, transmissão, distribuição, tributos e encargos), o negócio e extremamente vantajoso. Em comunidades de baixa renda, a redução do consumo chega a 50% do total. A empresa já viabilizou, até 2007, 7.000 m² de coletores solares.Em relação à energia solar fotovoltaica, falta incentivo a instalação de plantas industriais para ampliar a oferta de placas e baratear o custo. A produção precisa atingir o nível de escala, principalmente para atender regiões isoladas onde a rede não chega porque é inviável economicamente para as concessionárias. Quanto a aplicação em centros urbanos, Florianópolis pode dar o exemplo. Há um projeto pronto para iniciar o abastecimento de energia solar do aeroporto da capital catarinense.O Brasil tem uma das maiores reservas de silício do mundo e não tem indústria. Hoje temos condições de instalar e ampliar plantas industriais para atender o mercado interno e tornarmos uma plataforma de exportação de equipamentos para produção de energia de fontes alternativas. Há demanda mundial por equipamentos e uma cadeia produtiva a ser alavancada com perspectivas de geração de emprego em larga escala. Portanto, o mito de que a energia de fontes renováveis não é competitiva não faz mais sentido.Um dos sócios de Bill Gates, investidor em empresas de energia solar, disse que a onda por energia limpa é tão forte atualmente quanto foi a onda da informática, nos anos 90. Parece que o empresariado ainda não despertou para a grande oportunidade de negócios que deve proporcionar a produção de energia de fontes limpas.

2 Respostas to “O perigo do apagão ronda o Brasil de novo? (parte 3)”

  1. Se vc estiver em São Paulo me envie um memail com seu tgelefone para conversarmos
    SDS
    adjabir.fernandes@geocare.com.br

  2. RETIFICAÇÂO
    Se vc estiver em São Paulo envie um email com seu telefone para conversarmos
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