Blog do Tunico

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Archive for the ‘Política’ Category

A trama por detrás do galpão do aviário

Posted by tunico em abril 7, 2008

Os acontecimentos galináceos destas semanas no meio político abrem ainda mais as portas do fundo do aviário lulo-petista onde existe na realidade um circo armado onde pode-se enxergar ainda mais claramente o verdadeiro tema da encenação.

O tema principal da peça circense apresentada ao público brasileiro, é que a economia vai bem, há mais empregos, o país cresce mais, a classe C hoje é dominante, com 89 milhões de brasileiros. O país melhorou muito desde que os invasores da estrela vermelha tomaram o poder, a herança maldita do passado foi num passe de mágica por eles tornada bendita segundo cacarejam aos quatro ventos. O chefe do galinheiro tem uma grande popularidade principalmente entre os pobres e remediados, dos quais grande parte é beneficiada pelo Bolsa-Esmola.

No entanto, o galo-chefe está raivoso. Quer briga. Não perde uma oportunidade sequer de cacarejar contra as elites e a oposição.

Por que? Me pergunto intrigado…

Existe uma razão nas entrelinhas e nas entranhas da mente do Apedeuta e de seus mentores e seguidores.

Está em curso uma tentativa, provavelmente logo após as eleições deste ano, de um golpe branco. Um golpe à moda gramsciana, baseado no uso das instituições democráticas em vigor que visa a implantação do Partido Único (PUN) e da perenidade da estrela vermelha no poder.

Esta tentativa irá se basear em propostas de PEC’s a partir da Câmara onde o governo tem ampla maioria, mudando o sistema eleitoral seja acabando com a reeleição e ampliando mandatos, ou ampliando o sistema de reeleição para mais mandatos, como fez Hugo Chavez na Venezuela. A desculpa eles já têm. Se FHC mudou o sistema criando a reeleição e ninguém chamou de golpe lá atrás, por que agora seria golpe? “É democrático, é Republicano”, alegarão.

Ao mesmo tempo as inaugurações de pedras fundamentais das obras do PAC, o alarde que 80% das obras estão em andamento (mesmo que somente 12% existam fisicamente), os ataques do Apedeuta à oposição e às elites nestas inaugurações, visam tão somente manter ou ampliar a popularidade na base do palanque, do cacarejo, da papagaiada.

É bom lembrar que Lula não tem sucessor dentro do PT com chances de vitória em 2010. E políticos aliados com chances como Ciro Gomes, não são confiáveis aos olhos do Apedeuta e seus companheiros. Nem eu confiaria em Ciro Gomes. Lula corteja o tucano Aécio mas no fundo também não confia nele. Afinal, ele é tucano e mineiro e a soma destas duas características não permite nunca saber o que ele pensa nem o que fará.

Suplicy? Este tenho a certeza que Lula não quer vê-lo nem pintado de ouro.

É bom lembrar também que as pesquisas mostram José Serra consistentemente com índices altos e estáveis de intenção para 2010 há muito tempo, sempre em torno de 40%, até mais. Mesmo com a existência do PAC e do Bolsa-Família, do crescimento econômico, “peças de resistência” da propaganda governamental, o número não cai. Sem Lula na parada, Serra tem grande chance. Petistas mais conhecidos como Zé Dirceu, Genoíno, Palocci, Mercadante, que poderiam ser mais que postes, caíram em desgraça perante os escândalos e nem pra poste servem hoje. Agora, a tentativa de ungir Dilma a “mãe do PAC” como candidata a poste, foi frustrada com o dossiê FHC/Ruth.

Lula segundo Gabeira, quando se sente forte, fica imprudente e um incidente verbal dele me chamou a atenção. Numa de suas “papagaiadas” de palanque afirmou que as oposições podem tirar o cavalo da chuva pois não elegerão o Presidente em 2010. Foi um ato falho e imprudente que revela muita coisa. A principal revelação é que existe sim, um movimento forte e organizado para manter o projeto de poder lulo-petista, neutralizando o perigo por menor que seja de uma descontinuidade do poder em 2010. É muito arriscado permitir que a oposição tenha de novo a oportunidade de mostrar alguma competência. Vai que a coisa melhora bastante, não é?

As declarações do vice-presidente e do prefeito de Recife, favoráveis à continuidade de Lula, aliadas à disposição explícita do amigão do Lula – Dep. Devanir Ribeiro – em protocolar a proposta de Emenda Constitucional acabando com a reeleição esta semana, vão neste sentido. Ainda eles têm na agulha, a bala do plebiscito sobre o mesmo tema.

Creio que vem mesmo por aí uma tentativa de acabar com a reeleição, ampliando o mandato dos governantes para 5 ou 6 anos. Se esta tentativa não vingar, tentarão o plebiscito para permitir mais mandatos sucessivos. Nos dois casos, o Apedeuta, podem crer, se disporá a se sacrificar em prol do país.

Se tudo isto não der certo, podem apostar que Lula fará como Quércia fez em São Paulo.Quebrará o país abrindo a porteira dos gastos indiscriminados e populistas para inviabilizar um eventual governo da oposição com uma crise econômica sem precedentes que estourará no próximo governo. Podem acreditar, de patriotas e pais dos pobres os lulo-petistas não têm nada.Estes sujeitos são como alienígenas invasores. A sociedade mais pobre e a maioria silenciosa brasileira para eles é pura massa de manobra para tomar o poder absoluto e matar a democracia.

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Da arrogância, da ética e da honestidade dos lulo-petistas e seus aliados em 2007

Posted by tunico em dezembro 27, 2007

Em 2007, tivemos episódios e atitudes deploráveis que marcaram a gestão do Apedeuta e de seus “cumpanhêro”. Alguns exemplos:

– O caso Gautama, a operação navalha, as ONGs dos “cumpanhêro”, as obras superfaturadas, “Vavá da Silva, o lobista de araque”;

– A ministra “afro-descendente” da Igualdade Racial faz declarações racistas contra os brancos na imprensa;

– O famoso “top-top” do Sargento Garcia e seu “cumpanherinho aspone” no caso do acidente do avião da TAM;

– A ministra Marta manda o povo relaxar e gozar em meio ao caos aéreo enquanto viaja direto de jatinho da FAB;

– O ministro Jobim reclama do tamanho dos assentos dos aviões em vez de resolver o caos aéreo;

– O ministro Temporão só fala de aborto enquanto a epidemia de dengue cresce assustadoramente e pessoas continuam morrendo nas filas de hospitais públicos;

-As caixas pretas dos cartões de crédito corporativos e o segredo dos gastos exorbitantes do PAN com doação de 3 bilhões de reais a fundo perdido pelo governo federal;

-Lula perde a esportiva na famosa grande vaia no PAN;

– O “cumpanhêro sindicalista” Devanir Ribeiro lança a idéia do terceiro mandato do Apedeuta, no embalo do descrédito do Congresso;

– O “empenho” de Lula em livrar a cara de Renan Calheiros com a ajuda dos aliados de plantão, liberando verbas para os congressistas amigos;

– Esse mesmo “empenho” com liberação de verbas para tentar salvar a CPMF;

– A senadora Ideli afirma com desdém que a CPMF passa com votos da oposição, troca arrogantemente até um Senador na comissão de ética para ajudar na aprovação;

– O Apedeuta culpa a oposição pela derrubada da CPMF quando devia mais é olhar pro seu próprio rabo e para seus aliados;

-Guido Mantega, o ministro terrorista da Fazenda que não serve nem pra ser caixa de supermercado;

– Os depoimentos dos petralhas mensaleiros no STF negando tudo, que não sabiam de nada, que são honestíssimos e que a culpa toda é do Delúbio, o bode expiatório dos “cumpanhêro”.

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A confraria sindicalista do Brasil

Posted by tunico em dezembro 27, 2007

47% dos cargos de confiança do governo Federal são ocupados por sindicalistas (ou ex-sindicalistas) que não reúnem a mínima competência para ocuparem tais cargos.

20% do PIB é gasto em pessoal e burocracia enquanto que a média mundial dos países emergentes é de 13,5% do PIB. Há 10 anos atrás, essa percentagem era 12%. Nos últimos 5 anos as despesas ineficientes cresceram à razão de mais de 1% ao ano.

Ação entre amigos é uma união de um grupo de pessoas que se cotizam para ajudar alguém ou alguma instituição. Normalmente é feita através de uma rifa que sorteia alguma coisa de valor para incentivar as pessoas a colaborarem.

O lulo-petismo criou a “ação entre companheiros” cuja definição é a união de um grupo de sindicalistas que sorteiam entre si cargos no governo  para se locupletarem com o dinheiro do povo.

O jornalista Florestan Fernandes Jr  não esquece a conclusão do pai, sociólogo e ex-deputado do PT: “Não se iluda, eles (petistas) não são de esquerda; são sindicalistas querendo melhorar de vida”.

Depois quando eu digo que Oscar Niemeyer é inofensivo, a turma fica braba.

O orçamento federal prevê em 2008 a criação de mais 56.000 cargos para “cumpanhêros” no governo federal (despesas adicionais de 1,9 bilhão de reais).

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Dia de acción bloguero

Posted by tunico em novembro 26, 2007

Veja nosso manifesto aqui

 

 

No

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A confusão na cabeça de muitos

Posted by tunico em novembro 25, 2007

Pelas minhas andanças na blogosfera, nos sites e foruns de discussão vejo a confusão que se instalou na cabeça de muita gente boa com relação aos rótulos ideológicos atribuídos às pessoas. Esquerdista, direitista, comunista, fascista, liberal, neo-liberal, socialista e por aí vai. Mas a maior confusão é sobre uma palavra muito cara a todos. Democracia. Aí fui pesquisar um pouco para tentar aqui, desenvolver o tema e embora seja difícil dissertar sobre o assunto sem se estender um pouco, tomei o cuidado para não derivar para a prolixidade extrema.Assim, além da definição etimológica da palavra, procurei me basear nos registros históricos, em particular na definição de Montesquieu, em sua obra escrita em 1748, o “Espírito das Leis”.

A palavra democracia vem do grego e quer dizer governo do povo . É um regime de governo que se opõe à ditadura e ao totalitarismo.

Segundo Montesquieu, existem 3 formas de Estado : República, Monarquia e Despotismo.

  • No Estado Republicano quando a soberania está nas mãos da maioria, o regime é democrático.Nas mãos da minoria, o regime passa a ser autocrático. Mas o Estado é regido por leis positivas que emanam do povo via seus representantes no regime de governo denominados democratas.
  • No Estado Monárquico, a soberania está nas mãos de um só mas regido por leis positivas que emanam dos representantes do povo perante o monarca, denominados aristocratas. O regime democrático é possível também neste caso como podemos atestar hoje.
  • No Estado Despótico, a soberania está nas mãos de um só e regido por leis arbitrárias ao gosto do governante. Aqui é impossível existir um regime democrático

O ato de governar pressupõe estabelecer princípios e regras de conduta aos cidadãos para que haja uma ordem social. Tais princípios e regras são o que conhecemos como leis. No caso da democracia, tais leis emanam do povo e o conjunto de leis principais é denominado Constituição. Dela derivam as leis complementares que por definição não podem se opor ao conjunto principal.

Montesquieu elaborou um sistema onde os poderes do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário) seriam independentes entre si e auto-reguláveis, evitando que um sobrepujasse os outros. É o que chamamos hoje de Estado Democrático. Os representantes destes 3 poderes seriam eleitos direta ou indiretamente pelo povo. Este sistema hoje é aplicado na maioria dos países contemporâneos.

O Executivo seria exercido por um governante, com direito de veto sobre as decisões do parlamento. O poder judiciário não era único, porque os nobres não poderiam se julgados por tribunais populares, mas só por tribunais de nobres; portanto Montesquieu não defende a igualdade de todos perante a lei. O poder legislativo, convocado pelo executivo, deveria ser separado em duas casas: o corpo dos comuns, composto pelos representantes do povo, e o corpo dos nobres, formado por nobres, hereditário e com a faculdade de impedir (vetar) as decisões do corpo dos comuns. Essas duas casas teriam assembléias e deliberações separadas, assim como interesses e opiniões independentes. Refletindo sobre o abuso do poder real, Montesquieu conclui que “só o poder freia o poder”, daí a necessidade de cada poder manter-se autônomo e constituído por pessoas e grupos diferentes.(Wikipédia)

Na época de Montesquieu os regimes eram na maioria monárquicos daí a sua definição dos poderes era adequada à época em que viveu.

Assim, firmamos o conceito que democracia é um regime de governo. Sua antítese é o despotismo, o totalitarismo, a ditadura.

A democracia é exercida segundo as leis e regimes políticos e econômicos. A partir do estabelecimento de regimes democráticos no mundo com o advento da República francesa e da transformação da monarquia inglesa em um regime misto de monarquia e democracia surgiram princípios políticos situados entre dois extremos: o socialismo, que pregava o exercício da democracia baseado num Estado concentrador com forte interferência sobre as decisões e ações da sociedade e o liberalismo que pregava o exercício da democracia num Estado delegador, com pouca interferência nas decisões e ações da sociedade. A disputa política (parlamentar) entre os defensores destes dois extremos no parlamento francês gerou os rótulos famosos “esquerda” e “direita”. Os defensores do socialismo se denominavam progressistas (queriam mudar o sistema implantado, onde a concentração do poder estava nas mãos dos aristrocratas) e acusavam os defensores do liberalismo de conservadores (queriam manter o sistema implantado). Alguns historiadores dizem que os rótulos eram porque os progressistas se sentavam do lado esquerdo do parlamento e os conservadores do lado direito. Outros atribuem a rotulação aos conservadores que defendiam suas idéias como corretas (destras) e acusavam os progressistas de nefastos ao regime (sinistros). Isto vem de tempos antigos onde as pessoas canhotas eram tidas como tendo pacto com o diabo.

Aqui fica firmado o conceito. Socialismo(poder na mão dos comuns) e liberalismo (poder na mão dos burgueses ou aristocratas) são regimes políticos opostos.

Antes da chamada Revolução Industrial que se iniciou a partir de meados do século XVIII, o sistema mercantilista predominante nas sociedades era baseado em trocas de mercadorias no caso das classes menos abastadas, as propriedades eram concentradas nas mãos da realeza e dos aristocratas que inclusive controlavam o comércio e os meios de produção. Já existia um sistema bancário acumulador de capital mas era restrito à aristocracia.Com a Revolução Industrial, passou a existir um regime econômico capitalistaliberais disseminadas pela Revolução francesa e pela independência dos Estados Unidos. O capitalismo liberal trouxe progressos e avanços no crescimento de renda de boa parte da sociedade de então, pelo advento da livre iniciativa individual e coletiva. Os empreendedores distribuíam parte de sua renda àqueles que para si trabalhavam remunerando-os em forma de salário, remuneravam os capitalistas pelo investimento e a sobra chamada lucro era objeto de acumulação seja em forma de propriedade, seja em forma de investimento nos moldes que hoje conhecemos, com a possibilidade de geração de renda e acumulação de lucros e consequentemente de propriedades por um segmento maior da sociedade, graças às idéias liberais. Passou a existir uma relação formal entre o capital e o trabalho. Leis foram criadas para regular esta relação. Porém, no final do século XIX, setores de trabalhadores passaram a se organizar e reinvindicar maior remuneração ou melhores condições para exercer seu trabalho. Surgiu aquilo que hoje chamamos de sindicatos. Dentro deste segmento da sociedade apareceram pessoas com pensamento socialista radical que se opunham ao regime político liberal e acreditavam que o ideal seria uma sociedade igual para todos onde os meios de produção e a propriedade seriam totalmente controlados por um Estado constituído segundo o desejo da maioria do povo, portanto democrático, onde a renda auferida seria distribuída igualmente. Numa etapa seguinte, o Estado seria abolido e a sociedade seria regida por todos.

Karl Marx elaborou tal teoria em seu livro “O Capital”. Esta teoria pregava um socialismo levado ao extremo ao mesmo tempo que o capitalismo seria extinto, fundindo-se os regimes político e econômico num só, denominado comunismo. Embora haja controvérsias, a meu ver comunismo é um regime econômico.

Assim podemos afirmar que capitalismo e comunismo são regimes econômicos opostos.

Durante o século XX vários países experimentaram tais regimes, inclusive uma mistura deles. Os que comprovadamente deram certo em termos de desenvolvimento das sociedades tanto nas ciências, como em crescimento econômico e conforto social, foram os Estados com formas de governo Republicanas ou Monarquistas desde que baseadas na democracia representativa, no social-liberalismo (uma vertente intermediária de regime político tendendo mais para o lado liberal) e no capitalismo regulado de forma independente.

Com base nesta análise, podemos constatar que o Brasil na teoria hoje é uma República democrática, liberal, capitalista. Mas na prática, com o poder na mão do lulo-petismo está se tornando uma República (ainda) democrática, predominantemente socialista com nuances liberais e ainda capitalista.O desejo do lulo-petismo, agora mostrado de forma explícita à sociedade( só não vê quem não quer) é em médio prazo transformar nossa pátria numa República democrática, socialista e ainda capitalista, utilizando a própria democracia como ferramenta. O próximo passo seria o absolutismo despótico, socialista e comunista. O único problema deles é que não combinaram isso conosco.

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Blogagem coletiva

Posted by tunico em novembro 23, 2007

D�a de Acción Bloguero

Os blogueiros venezuelanos estão organizando no dia 26 de novembro para fazer uma blogagem coletiva com um texto contra a reforma constitucional proposta por Hugo Chavez que entre outros itens totalitários e anti-democráticos, pretende implantar naquele país a reeleição infinita o que na prática é a perpetuação do poder chavista. O banner acima dá o link ao movimento de adesão. Como Lula está com um jeitão malandro de querer aderir às idéias “socialistas bolivarianas”, nada mais correto que nós blogueiros brasileiros anti-petralha façamos nossa adesão ao movimento venezuelano. Copiem e colem o banner acima e coloquem no seu blog. Melhor ainda: vão lá e façam sua adesão ao movimento.

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O “imbróglio” Renan sob um ponto de vista atravessado

Posted by tunico em outubro 10, 2007

O “imbróglio” no Senado começou coincidentemente quando a PEC da CPMF foi enviada pelo governo ao Congresso. Na Câmara, já se sabia que o governo teria (como teve) a maioria suficiente para aprovar a CPMF. E mesmo assim, por segurança, o governo convenceu ainda mais os deputados de sua base e mesmo oposicionistas não tão convictos com a liberação de emendas orçamentárias para se garantir. Notem que mesmo assim, a aprovação se deu por uma diferença de 25 votos somente.

 

No Senado, já se sabia que a dificuldade seria e será muito maior. São necessários 49 senadores em 81 para aprovar a CPMF. Para não depender da oposição e dos “independentes” que somam cerca de 35 parlamentares, o governo teria que cooptar senadores de partidos da oposição e contava com Renan para ajudar, mesmo sabendo que o preço a pagar seria alto pelo apoio. Renan tinha e tem consciência que após essa aprovação o governo não vai mais precisar do Congresso e muito menos de Renan para nada até 2010.

Com dinheiro em caixa (só a CPMF injetará se aprovada, 120 bilhões de reais no Tesouro em 3 anos) , arrecadação em alta – Lula deu o sinal que não irá diminuir nem que a vaca tussa,  o Bolsa-Família estará garantido e até em condições de ser ampliado sem a necessidade de corte de despesas de custeio. O governo poderá manter o superávit primário e os investimentos do PAC (e os seus “filhotes”). De quebra, como também revelou Lula esta semana, o governo pode ainda inchar a máquina mais ainda, mantendo o equilíbrio fiscal.

Inchando a máquina com mais “companheiros”, o dízimo aumenta e o PT faz mais caixa para campanha além de fortalecer o Estado lulo-petista, que é seu objetivo principal (não se esqueçam que o PT tem 800 mil militantes doidinhos para se locupletarem às custas do Erário).

Isso tudo tem um objetivo claro. Manter os eleitores que já tem e se possível aumentar o contingente eleitoral favorável, visando a campanha eleitoral do ano que vem e principalmente a de 2010.

Se o Brasil continuar crescendo à razão de 4% ou 4,5% ao ano, com 50 milhões de pessoas pobres – metade eleitores –  beneficiadas por 60 ou 70 caraminguás mensais sem esforço nenhum, o sistema financeiro continuar lucrando como nunca lucrou, o câmbio baixo possibilitando a importação de supérfluos a preços baixos e viagens ao exterior baratas que atendem os anseios da classe média consumista, Lula se quiser elege -como se diz no popular, até um poste como sucessor (até elegeria a Dilma que não é poste, mas parece).

Derrubará as pretensões de Serra ou Aécio, do PSDB. Evitará que eles, podendo aproveitar com competência muito maior que os economistas atuais a continuidade da política econômica de 16 anos, devolvam a hegemonia política aos tucanos e seus aliados. E com certeza, Serra ou Aécio desmontariam a máquina estatal lulo-petista, cortariam gastos públicos, reduziriam a carga tributária, dando impulso ainda maior ao crescimento econômico.

Aí, as pretensões de Lula e seus companheiros de retornarem em triunfo em 2014 é que iriam por terra.

Aí vem o ponto crucial do imbróglio.  A reportagem da VEJA atingiu Renan no peito e no baixo ventre. A permanência de Renan como principal apoio do Executivo no Senado ficou ameaçada. Neste momento entrou em ação nos bastidores a verdadeira eminência parda do poder atual.

O senador Sarney.

É notório o ódio que Sarney devota aos tucanos e em especial a José Serra pela martelada que levou no episódio de sua filha Roseana em 2002. E Sarney quando odeia, odeia de verdade. Com muita bílis no sangue.

Só os incautos duvidam que a absolvição de Renan não foi arquitetada e trabalhada pelo ex-presidente com a ajuda da bancada petista. Renan foi aconselhado a resistir pois licenciando-se poderia ser massacrado pela oposição e pela opinião publicada.

Como outras acusações surgiram o caldo político esquentou. Até os partidos aliados sentiram que o apoio contínuo à permanência de Renan poderia ser prejudicial pois a notoriedade do assunto deixou de ser uma mera opinião publicada para se tornar opinião pública negativa generalizada.

Assim, o PMDB de Renan no Senado ficou isolado. Renan sabe que o governo tem condições de aprovar a CPMF sem ele e em vista disso seu preço para ser imolado ficou bem mais alto. Só que Lula não quer mais pagar Renan.

Sarney sabe também que a partir da aprovação da CPMF, Lula poderia aos poucos descartá-lo e ao seu PMDB, como aliados. É da natureza do Apedeuta. O seu passado recente prova isto. Daí, hoje o preço dessa resistência aumentou e muito.

O assessor que tentou “arapongar” senadores da oposição a meu ver o fez não a mando de Renan mas sim, a mando de Sarney, de quem o assessor é correligionário. O afastamento dos Senadores Simon e Vasconcellos foi obra e arte de Sarney, não de Renan.

É o PMDB de Sarney que quer receber o preço altíssimo (que não é meramente monetário mas principalmente poder e condições de continuar manipulando Lula) para aprovar a CPMF sem Renan.

O PMDB de Renan limita-se ao senador de cabelos longos e idéias curtas e ao senador sergipano, aquele que como diz o Noblat, é “uma voz à procura de uma idéia”.

Dos 21 senadores do PMDB, 3 são “independentes” , 3 são Renan (inclusive ele) e 15 são Sarney. É bom lembrar que Lobão e Tuma já se bandearam para o PMDB.

 

Tudo isto pode ser fruto de uma jogada política muito arriscada de Sarney de um lado e dos assessores de Lula de outro lado pois se a CPMF passar no Senado, Lula vai certamente tentar passar a perna nos aliados do PMDB. Se não passar, a oposição ganha fôlego político. Um alto risco pretensamente calculado. E como toda atividade de alto risco, vai custar muito caro para qualquer parte.

Eu ainda acho que Renan, por sobrevivência política e com a certeza de que também é mais uma laranja chupada a ser descartada por Lula, deve resistir e evitar a aprovação da CPMF mesmo que por linhas tortas. Ficará mais forte. Não duvido nada que tenha sido aconselhado pelos cardeais da oposição. Não duvido também que todo este circo no plenário do Senado seja isto mesmo. Uma pantomima.A fala de José Agripino ontem ameaçando obstruir qualquer votação caso o Conselho de Ética não decida a situação de Renan até 2 de novembro (por que esta data?) me deu um sinal de que Renan está sendo atraído pela oposição.

Neste caso, ele ganharia 20 dias para empurrar com a barriga a votação, a CPMF não seria aprovada dentro do prazo por obstrução aliada à procrastinação do Presidente do Senado em colocá-la na pauta.

Em caso de uma derrota do projeto da CPMF, ele poderia tranquilamente se acertar com seus pares, licenciar-se e achar uma saída “honrosa” para o imbróglio criado.

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ACM-Para a posteridade

Posted by tunico em julho 27, 2007

ACM NO OUTRO MUNDO

Miguezim de Princesa(Codinome de um delegado da Polícia Civil do Distrito Federal).

I
Numa sessão em Angola,
O meu amigo Raimundo
Recebeu alma penada
Que num contar bem profundo
Narrou a fundo a chegada
De ACM no outro mundo.

II
Todo vestido de branco,
Pois já tinha trocado o terno,
ACM se postou
Na entrada do inferno
Para onde foi direto
A mando do Pai Eterno.

III
Carregando água de cheiro,
Viu-se um cordão de baianas
Esperando o grande líder
Numa comitiva bacana
Com mais de 100 deputados
E um cão comendo bananas.

IV
Apareceu Lúcifer:
Com um chicote na mão
E a cara muito amarrada,
Foi logo dizendo, então,
Que entre o babalaô,
Hoje tem reunião.

V
Duma grande mesa de ferro
Já foram se aproximando.
Na cabeceira da mesa,
ACM foi sentando;
Lúcifer deu um pinote
E começou protestando:

VI
– Aqui, quem manda sou eu,
Eu sou o rei da folia!
Pra comer acarajé
Tem de pedir à minha tia.
Já falei pra Juraci
Que aqui não é a Bahia!

VII
ACM não falou
Durante a reunião,
Fingiu concordar com tudo
Que viu na resolução,
Disse: “Tou com Lúcifer,
Vou apertar sua mão”.

VIII
Junto com seis senadores
Começou a passear,
A cumprimentar o povo
Que encontrou no lugar,
Nas esquinas do Inferno
Desandou a discursar.

IX
Lúcifer tava dormindo,
Acordou de supetão,
Pela brecha da janela
Viu muita aglomeração
E ao redor de ACM
Toda espécie de cão.

X
“O Inferno está sem graça”;
“Queremos animação”;
“Lúcifer é um moleza,
Não rouba nem tem ação”
– assim pediam nas faixas
Do diabo a deposição.

XI
Lúcifer inda propôs
Dois turnos de eleição,
ACM fincou pé
Que não aceitava, não,
Pois a vontade do povo
Pedia deposição.

XII
Lúcifer sai correndo,
Pulou um grande portão,
Encontrou do outro lado
Seu amigo Lampião.
Disse: “O homem tá com a gota,
Quer fazer revolução!”

XIII
– A hora é de resistir –
Exclamou Chico Pinguelo.
– Vamos botar pra feder –
Animou-se João Tranguelo.
 – ACM hoje vai ver
Como se come farelo!

XIV
Aí, começou uma guerra
(Cacete de cão com cão):
A turma de ACM
Deitou abaixo o portão,
Tinha até uma quitandeira
Com uma vassoura na mão.

XV
No exército de ACM
Se viam até generais;
Lúcifer tinha cangaceiros
Que não acabavam mais
Pra defender o portão,
Reduto de Satanás.

XVI
O grande Lucas da Feira
Se agarrou com Pinochet,
Arrancou o seu bigode
Com uma agulha de crochê,
Deu uma facada em Videla,
Botou Médici pra correr.

XVII
O Cão-Coxo de um pinote
Uma tora de pau pegou,
Zuniu a tora no vento
Chega a direção mudou,
Meteu em Garrastazu,
A tora pegou no sul
Que o norte sentiu a dor.

XVIII
ACM quase morre
Na volta de Cão-Ligeiro,
Escapou manco de uma perna
Por dentro do marmeleiro,
Escoltado por uma diaba
Com um pau de bater tempero.

XIX
Corisco acertou um tiro
No general Golbery;
Castelo Branco, com medo,
Começou fazer xixi;
Lampião disse só falta
Do nosso lado Waldir.

XX
Apareceu Costa e Silva,
Sem saber por quem lutava;
Ernesto Geisel num canto
Com Figueiredo falava,
Enquanto o Cabeça Branca
Na capoeira escapava.

XXI
Se mandou em retirada,
Pegou o caminho do Céu,
Deu um esbregue em São Pedro,
Uma bicuda em São Miguel
E ainda pirraçou
O arcanjo Gabriel.

XXII
Na porta do paraíso
Quando ACM chegou,
Ofegante e agitado,
A santidade esnobou
E disse para São Pedro:
– Não falo com assessor

XXIII
Mandaram chamar Jesus
(Quem chamou foi São Tomé),
ACM se exaltou,
Fez o maior rapapé:
– Eu só falo é com o pai dele,
Daqui não arredo pé!

XXIV
Jesus Cristo então pediu
O parecer de Maria.
Ela pensou direitinho
Enquanto o Inferno ardia:
– Se o Inferno não agüenta,
Se aqui ele não entra,
Só voltando pra Bahia!

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Vale a pena reproduzir…

Posted by tunico em junho 3, 2007

O APAGÃO DAS OPOSIÇÕES

por Augusto de Franco

Este é mesmo o país dos apagões. Para além do apagão energético e do apagão da aviação, há um apagão ético-democrático em curso: o apagão das oposições que está ensejando um apagão intelectual e moral na sociedade brasileira.

Vejam se não tenho razão. Vivemos sob um governo corrupto. Um governo que se aproveitou da tradicional corrupção, endêmica na política nacional, para introduzir uma inédita “corrupção de Estado”. Até agora, porém, parece que grande parte da mídia não soube avaliar a gravidade da situação. Por que? Ora, entre outras coisas, porque as oposições não se esforçaram para esclarecer o que está ocorrendo.

Como as oposições não exercem, de fato, aquele que seria o seu papel de desvelar as origens do descalabro atual, os cidadãos estão apáticos. Os intelectuais entorpecidos. E a mídia, com raras exceções, ainda acha que pode continuar se comportando segundo aquela regra de ouro da sobrevivência econômica: uma no cravo, outra na ferradura.

Em tempo de murici, cada qual cuida de si. E boca de siri. Na mesma linha da sobrevivência, boa parte das organizações da sociedade – as chamadas ONGs – está acomodada diante da possibilidade de emplacar um projetinho em algum órgão do governo. E dezenove em cada vinte grandes e médios empresários acham que a corrupção no governo Lula não prejudica o desenvolvimento (que imaginam, tolamente, que possa ser reduzido à economia).

Por sua vez, os titulares dos governos subnacionais, inclusive os do PSDB e do ex-PFL – em sua imensa maioria – se concentram em colher boas imagens de suas belas realizações administrativas para a próxima campanha eleitoral. E os parlamentares? Bom, os parlamentares…

Mas a questão não é tão difícil de ser compreendida: Lula e o PT, agindo com astúcia, resolveram mimetizar a corrupção tradicional, de caráter egoísta, para poderem aplicar a “corrupção altruísta”, aquela que é feita em nome da causa. E de tal maneira misturaram as coisas, embaraçando os fios, que não se pode mais saber se um Zuleido – dedicado precipuamente a fazer negócios escusos com o governo federal – para além da sua ação ilegal egoísta, também não acaba favorecendo um projeto político particular.

Lula e o PT estão dispostos a pagar todos os tributos ao sistema político tradicional, desde que tenham garantida a possibilidade de continuar aparelhando o governo, infestando-o de alto a baixo de petistas e cutistas, para construir uma espécie de Estado corporativo-partidário dentro do Estado, um Estado paralelo – instrumento privilegiado de conquista de uma hegemonia neopopulista de longa duração. Uma hegemonia que – haja o que houver – assegure a permanência (ou a influência decisiva) do mesmo grupo privado nas esferas do poder.

As oposições, a quem caberia promover o debate sobre tudo isso, fingem que não é com elas. Assim, ninguém consegue ver com clareza que o projeto lulopetista é um projeto autoritário, estatista, regressivo em termos democráticos, que atua por meio da manipulação. Um projeto que tem, necessariamente, que perverter a política e degenerar as instituições para poder se realizar.

Carentes, em grande parte, de consciência democrática, os chamados “formadores de opinião”, sobretudo na imprensa, confundem popularidade com legitimidade e democracia com eleição. Como Lula tem grande audiência, pronto: ele tudo pode. Está acima do que faz o seu governo. Quando parte significativa do governo Lula cai no crime e chafurda na lama da corrupção, é como se Lula não fosse o responsável maior, o chefe.

Vejamos um exemplo recente. A direção nacional do PT acabou de assinar um manifesto de apoio ao fechamento, pelo ditador Chávez, da RCTV. Ninguém disse nada. Não houve qualquer manifestação minimamente articulada. Quem apareceu primeiro defendendo a democracia, no dia seguinte ao atentado bolivariano às liberdades, não foi o Tasso, nem aquele filho do César Maia, senão – vejam só! – o Sarney! É como se Lula não fosse o chefe-maior do PT. Em qualquer nação civilizada do mundo isso seria um escândalo. Aqui não: parece que sai na urina! E as oposições? Ora, ora… as oposições!

E ninguém das oposições foi capaz de lembrar que Lula – por dezenas de vezes – hipotecou todo o seu apoio e solidariedade ao coronel Chávez. E ninguém das oposições foi capaz de lembrar que Lula disse, não uma, senão várias vezes, que Chávez é o maior democrata que ele já conheceu. Que Chávez peca “por excesso de democracia”. Que havia uma armação das elites para demonizar Chávez.

Chávez, segundo Lula, pode tudo porque convocou muitas eleições e venceu todas. Ora, Lula também teve muitos votos. Logo…

E ninguém percebe – e as oposições não dizem, porque não concluíram isso – que a essência do projeto de Chávez é a mesma essência do projeto de Lula. Que Lula não age como Chávez, não porque não queira, mas porque não pode, dada a maior complexidade da sociedade brasileira. Que a manipulação lulista é a forma possível de autocratização da democracia nas condições do Brasil.

E ninguém vê que estamos nas mãos de bandidos. Sim, bandidos mesmo, no sentido literal do termo, integrantes de um bando, de uma gangue política que capturou a institucionalidade e está conseguindo operar uma tenebrosa transição dos valores éticos e democráticos. Sim, porque quando (quase) todos os senadores da República – inclusive os mais destacados chefes oposicionistas – aceitam as explicações furadas de um Renan para abafar mais um escândalo em nome da manutenção de um condomínio político, é sinal de que já foram perdidas todas as referências. É sinal de que a política foi reduzida à pura manipulação, ao jogo mais raso, mais várzeo, de interesses.

A perversão da política operada consciente e voluntariamente pelos estrategistas do lulopetismo é uma espécie de vacina contra a reprovação social e a punição institucional do mal-feito. Não adianta as várias facções da Polícia Federal – que também foi politizada e corporativizada de alto a baixo – fazerem mais duas, mais dez, mais cem operações espetaculares. Cada nova quadrilha (aparentemente) desbaratada significa mais uma dose de imunização contra o império da lei. A cada nova manchete revelando as ligações entre titulares do governo Lula e o submundo do crime, Lula – ao invés de se enfraquecer – sai fortalecido.

É inacreditável. Na ausência de oposição, é como se Lula fosse da oposição, como se ele não tivesse indicado os ministros e os cargos de confiança continuamente flagrados cometendo toda sorte de ilicitudes.

Corrupção sempre houve, em maior ou menor grau. O que nunca houve – e a inteligência nacional não vê, em grande parte porque as oposições não deixam – é o uso estratégico da corrupção pelo Estado, como parte do projeto de poder de um partido que se comporta como uma gangue política.

É claro que a maior responsabilidade pela construção desse ambiente degenerativo cabe às oposições, em especial aos tucanos e aos pefelistas. Guardem bem o nome dos atuais líderes oposicionistas. Eles merecem ser lembrados no futuro – oxalá mais favorável – como os avalistas do maior processo de desconstituição dos valores democráticos já ocorrido em nossa histórica republicana.

Torço para que meus bisnetos possam estudar, nos livros escolares, essa passagem infeliz de nossa história, para que as próximas gerações possam manter, vivos na memória, os nomes desses vacilantes, lenientes, coniventes e colaboracionistas. E que possam participar de renovados rituais democráticos de execração pública desses irresponsáveis.

Por ora, o jogo está perdido. Mas se quisermos nos precaver, no futuro, contra outros ataques de bandidos na política brasileira, seremos obrigados a não-esquecer o que as oposições deixaram que eles fizessem com o país na primeira década deste milênio, ensejando a generalização de um apagão intelectual e moral sem precedentes na sociedade brasileira.

Publicado em 02/06/2007

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1- Balanço comparativo no âmbito da Saúde Pública (Dados estatísticos – IBGE)

Posted by tunico em abril 9, 2007

Lula fala que com saúde não se brinca mas não é o que parece.

De 1976 a 2002, o número de estabelecimentos de saúde cresceu de 13.133 para 53.825 (309%-média de 11,88% ao ano) de 2002 para 2005 para 62.403( 15,94%-média de 5,31% ao ano). O maior crescimento verificou-se entre 1976 e 1984 (109%-média de 13,62 % ao ano), dentro do governo militar.

O interessante é constatar que o número de leitos para internação que era 443.888 em 1976, subiu para 544.357 em 1992 e vem decrescendo desde então, chegando a 471.171 em 2002 e 443.210 em 2005. A causa principal é que unidades particulares não mais aceitam realizar atendimentos pelo SUS dada a baixa remuneração e os constantes calotes oficiais no repasse de verbas.

De 1992 a 2002, o número de profissionais da área de saúde nas unidades públicas passou de 307.952 para 466.273. Um incremento de 158.321 novos profissionais (51,4% – 5,14% ao ano). De 2002 a 2005, esse número subiu para 527.625(13,16% a mais – 4,38% por ano). Houve a partir de 2003 o recrudescimento da corrupção, em particular no caso das ambulâncias (máfia dos sanguessugas) e máfia dos vampiros. Descobriu-se que a corrupção na Saúde já vinha acontecendo em gestões passadas desde o advento da Nova República mas agravou-se muito na gestão do Ministro Humberto Costa onde o superfaturamento por ambulância chegou a duplicar.

Em resumo, a saúde pública no Brasil em termos de comparação qualitativa, era melhor na década de 70 até a metade da década de 80. A partir daí piorou muito na década de 90, estabilizou no final da década e não sofreu melhora na década atual. No segundo mandato de FHC, houve avanço na modernização de equipamentos e eficiência, tanto que o número de pessoas atendidas pelo sistema SUS sofreu um acréscimo razoável na relação atendimento/população, relação essa mantida até hoje. A corrupção aumentou no segundo mandato de FHC e acelerou no governo Lula a ponto até de gerar dinheiro de origem desconhecida para a compra de dossiês políticos de campanha.

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